Didática contra o sensacionalismo

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Ana Cristina Duarte nos presenteou com uma didática incrível sobre o trabalho de parto.

Me sinto na obrigação de partilhar! Enquanto a mídia oferece informações enviesadas e nebulosas, ela nos entrega de bandeja informações reais e transparentes.

Você escolhe em qual prato vai comer.

1) Pródromos de trabalho de parto: fase inicial antes do trabalho de parto, que não conta como tempo de trabalho de parto. É caracterizada por contrações sem ritmo, de duração variada, com intervalos acima de 5 minutos, normalmente chegando a 10 minutos ou mais (pode durar de algumas horas até alguns dias)

2) Trabalho de parto: contrações ritmadas a cada 3/4 minutos com produção de alterações no colo do útero (começa com fase latente). Pode durar de algumas horas a 12 horas para uma gestante que está tendo seu primeiro parto normal

3) Fase Ativa do trabalho de parto (fase em que é necessária a presença de um profissional de obstetrícia e avaliação contínua do bem estar fetal): contrações ritmadas de pelo menos 1 minuto de duração, com intervalos de 3 minutos E pelo menos 5 a 6 cm de dilatação. Pode durar de algumas horas a 8 horas para uma gestante que está tendo seu primeiro parto normal.

4) Cesárea por falta de analgesia: um tipo de cesariana desnecessária.

5) Doula: profissional que acompanha sozinha a mulher durante os pródromos e/ou fase latente do trabalho de parto, e depois de iniciada a fase ativa com o restante da equipe (enfermeira obstetra ou obstetriz ou médico obstetra) até o nascimento do bebê.

6) Complicações mais presentes em trabalho de parto de baixo risco: sinais de possível sofrimento fetal (monitorar e se necessário, cesárea), parada de progressão (induzir e se preciso também fazer analgesia), desproporção céfalo pélvica (cesariana).

7) Razões mais frequentes para transferência de um parto fora do hospital para um parto hospitalar: necessidade de analgesia (peridural para parto normal), parada de progressão (precisa usar ocitocina), necessidade de avaliar bem estar fetal (cardiotocografia para ver se o bebê está bem se a ausculta intermitente não foi suficiente para avaliar). Mais raramente: sinais de possível sofrimento fetal.

8) Complicações mais presentes em cesarianas: hemorragia e choque durante a cirurgia, hemorragia e choque após a cirurgia (por atonia ou sangramento interno), infecção.

9) Parto humanizado: parto com respeito e com observância das recomendações da OMS e evidências científicas. Pode ser feito em hospital, casa ou casa de parto.

10) Parto domiciliar: parto em que o nascimento do bebê acontece no domicílio.

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