Meu parto, a dor e eu – Danielle Brito

Relembrando o dia em que descobri uma força interna que jamais imaginei possuir.
Relembrando o dia em que descobri uma força interna que jamais imaginei possuir.

Hoje teremos duas contribuições sobre a percepção de dor no parto para encerrarmos os relatos desse mês. Continuo recebendo relatos de outras guerreiras que serão postados posteriormente para po encorajamento de outras mulheres.

O relato da Danielle é um lição de garra! É rico pois ele se iniciou em casa num parto domiciliar planejado e finalizou no hospital para onde foi transferida.

“O que eu mais amei em meu parto foi que não senti raiva da dor em momento algum, pois eu sabia que aquela dor era necessária para trazer meu filho, era por um bom motivo, era pra dar vida! Apenas pedia para que fosse logo, isso sim foi difícil, claro!

Me alimentei pouco, ingeri pouco liquido, não tive vontade de fazer xixi nem coco (ou não me lembro) era difícil achar a posição confortável mas as que me senti melhor foi sentada na bola embaixo do chuveiro e de joelhos apoiada, mas essa não dava por muito tempo.

Tentei técnicas de respiração, me esquecia ás vezes de conversar com meu filho, mas a doula foi super importante principalmente nesses momentos. Medo, senti apenas na hora em que haviam passados 23 hrs de trabalho de parto totais, e meu filho ainda não estava nos meus braços, e eu recebia o alerta das parteiras, pois eu já estava exausta, por conta de não ter descansado desde o começo do trabalho de parto (as colicazinhas, que começaram perto das 04:00 do dia 04) ate a hora que ele realmente nasceu (03:48 do dia 05).

Mas infelizmente o que desencadeou esse cansaço foi uma dor diferente, tive uma especie de câimbra na perna direita e estava na banqueta de parto e fiz uma força bem nessa hora, fisgou meu nervo ciático e minha perna direita simplesmente não funcionava mais, após isso toda força era em vão para ajudar o Bernardo descer, assim eu sentia apenas dor na perna que subia e multiplicava por todo o quadril.

A transferência foi necessária, após aplicação da analgesia, fiz apenas duas forças e ele nasceu”

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