Psicosfera e fortalecimento do pensar.

 

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Muitas mulheres desejam parir da maneira mais natural possivel. Trazem isso dentro de si de forma bastante intensa, porem ao verbalizar esse desejo e se deparar com opiniões negativas mesmo sabendo que elas não possuem sequer embasamento cientifico, estremecem.

Frases como:

-Seu filho pode morrer. (Só ele? Nos somos imortais?)

-Você pode ficar larga. (A vagina e feita de músculos, certo? Então.)

-Você e louca! (Perai! Como você ousa ir contra o senso comum?)

Frases como essa são a ponta do iceberg. Quem deseja parir vai ouvir outras muito piores e se não estiver convicta do seu desejo vai se amedrontar, abdicar de seu sonho, de sua realização em prol da coletividade que nada tem a ver com seu corpo e seus desejos.

Você abre mão de um desejo, um sonho, uma oportunidade de receber seu filho de maneira amorosa e respeitosa, de usufruir o maior evento sexual de sua vida, de renascer, de conhecer seus limites por causa de verdades e leis de terceiros?

E ai entra a psicosfera. Já ouviram falar?

Pscicosfera e a atmosfera psíquica, campo de emanações eletromagnéticas que envolvem o ser humano. Notem como certos bairros, famílias atraem pessoas com formas pensamentos similares.

Veja como existem famílias ansiosas, a tensão paira no ar. Pessoas com muita ambição, outras mais acomodadas. Elas parecem se atrair… Sentir a psicosfera e o que faz com que sintamos atracao por alguém, por determinados lugares. E a sintonia.

E a partir do momento que a mulher engravida e deseja parir de maneira natural e importante ela frequentar ambientes onde a psicosfera seja de apoiadoras. De famílias que estão em comunhão, que estão trilhando este caminho também.

O nosso cenário psíquico direciona nossos pensamentos. Tudo o que planejamos no nosso plano mental, no mundo dos sonhos, inevitavelmente toma forte em nosso mundo material.

Todas as mentes humanas tem a capacidade de pensar e criar. Estamos imersos num grande oceano de pensamentos que muitas vezes tendem a massificar e coletivizar comportamentos, sem nos darmos conta desse processo.

A psicosfera e a soma dos ideais vibratórios que alimentamos, logo vamos alimentar nossa mente com coisas boas, positivas!

Seu desejo de parir e legitimo, mesmo que digam o contrario. E seu corpo, seu desejo. A semente esta plantada em você e mesmo que outros rumos sejam escolhidos para sempre este desejo a acompanhara.

E são deles que nascem os maravilhosos Vbac de lavar a  alma. Ninguém pode adormecer uma mulher que despertou, que vislumbrou a possibilidade de atravessar o portal de cura que o parir proporciona.

Não se iluda achando que se tomar outra decisão em relação à via de parto você terá paz por agradar outros. Não terá e vai nutrir esse desejo todos os dias de sua vida.

Vale a pena?

Frequentem grupos de apoio. Assim como tudo na vida, certamente você  encontrara um que a fara se sentir em casa, afinidade. Faca amizades, ouçam relatos de outras mulheres que pariram, suas dificuldades, suas vitorias.

Quando engravidei tinha um ambiente hostil, exceto pelo meu marido. Sabia que parto era um evento fisiológico e tinha ciência dos benefícios emocionais e espirituais desse evento. E percorrer essa estrada. Primeiro filho, parto domiciliar.

Louca. Vai ficar larga. Seu filho vai morrer. Grana. Tantas palavras. Palavras pequenas, palavras apenas. Eu queria parir e isso bastava.

Estava muito convicta, tanto que fui a três encontros de grupos apenas. Pedia que a luz e o fortalecimento viessem por sonhos e tive meu pedido atendido. Foi um sonho lindo, vi uma índia com o ventre cheio de luz no Universo. Depois de uma palestra uma senhora disse que no plano astral meu parto estava ok, bastava eu me entregar e confiar.

Cada mulher tem seus caminhos de fortalecimento. Algumas focam no ambiente hospitalar, apoio da família, equipe. Eu me fortaleci com o resgate da minha ancestralidade. De mulheres fortes que fazem parte, vieram antes de mim e pariram. Sou um pouco delas. Somos parte delas.

Sabemos parir. Gostamos de parir. Queremos parir.

Na gestação procurei a terra. Queria contato com aguas, rios, outras mulheres. Queria plantar, tecer, dançar, conversar. Fazer tudo o que a vida moderna tirou de nos mulheres. E me entregar.

E pari, contra tudo e todos. Meu filho nasceu com 4.230kg e não tive laceração. Foi forte, intenso e magico.

Terei outro filho e já imagino meu parto. Quero a solidão, a profundidade, a escuridão. Eu e meu marido. Penumbra. Nua, dançando, cantando. Parto e festa. Quero musica. Será mais um renascimento!

E vou sentir minha cria escorregar, vou beijar seu corpo morno, vou sentir seu cheiro. Tudo isso existe no meu mundo mental, pronto para se materializar.

Não estou gravida. Vocês gestantes, esperam o quê para florir e fortalecer sua psicosfera pessoal? Esperam o que para se blindar de comentários negativos e viver sua individualidade de forma única?

Se conectem com pessoas que estão unidas na mesma missão que vocês.

E neste caso lembrem-se de Nelson Rodrigues:

“Toda unanimidade é burra”

Principalmente aquelas guiadas pelo medo, ignorância e desinformação.

 

 

 

Humanização do parto é frescura?

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Quando estamos no meio da revoada a percepção de muita coisa se altera. Tem que sair pra olhar e ampliar a visão.
 
Um tempo atrás algumas mulheres discutiam sobre a humanização do parto e no meio surgiram falas que me deixaram pensativa.
 
Algumas diziam que éramos radicais, não respeitávamos a decisão da mulher, que havia uma competição entre mães. Rolava até um texto, uma “mea culpa” da mãe que colocava o filho na creche, não usava sling e o alimentava com papinhas.
 
E para eu explicar no meio do sangue nos olhos que nada daquilo fazia sentido? E se de fato existirem mulheres que se consideram superiores por usar sling, alimentar bem seu filho e o colocar na escola mais tarde elas são pontos fora da curva e a culpa é seu ego e não um movimento?
 
Então vamos lá gente, para não ter confusão:
 
Humanizar o parto parece piada né? Somos animais parindo para esse momento ser humanizado?
 
Mas as mulheres que desejam um parto normal no Brasil são tratadas piores que uma gata parindo. A gata parindo a gente deixa quietinha, arranja uma caixa, tecido, deixa água, comida e ela em paz cuidadno dos filhotes. A mulher que quer parir é ridicularizada já na primeira consulta. Eu fui, só não fui enganada porque tinha informação.
 
Eu ia ter de engolir episiotomia de rotina (você homem aceitaria um cortizinho em você? Entre seu orgão genital e seu ânus?), kristeller (“ajudinha” de uma pessoa com uma média de 90kg em cima de mim empurrando minha barriga) podendo lesar minha bexiga e períneo.
 
E quiçá uma cesárea sem real indicação, fora a agenda médica.
 
E quando eu me levantei contra essas práticas já na gestação, virei a louca radical. Nos rotulam para nos silenciar. Usam o senso de pertencer para nos estigmatizar e causar desconforto na família e na sociedade para que enfim, ACEITEMOS todo tipo de violência contra nosso corpo e contra o bebê que nasce.
 
E nasce assim, no gelo do ar, enquanto o médico discute se a pizza é de rúcula ou calabresa. Vai ser aspirado (dói minha gente), vai ter colírio de nitrato sem indicação. Sabe por que?
 
Porque a instituição manda, eu estudei e mando e vocês obedecem sem questionar. Não existem evidências que apoiem essas práticas que se perpetuam nessa sociedade patriarcal. E negras sofrem duplamente quando estão num plantão, afinal “são negras e aguentam tudo”.
 
Ponto. Humanizar o parto não é vela, luz, música, frescura. Humanizar o parto é se pautar em evidências atualizadas na assistência ao parto dando espaço para a mulher protagonizar esse momento. FIM.
 
Ninguém luta, nenhuma de nós põe a cara a tapa, vai pra rua pra dizer que EU sou melhor que VOCÊ que recebeu seu filho por outra via. Deixem o eu, o ego de lado, essa luta é muito maior do que isso.
 
Eu sai da minha casa, atravessei a cidade com meu filho de 09 meses no colo e entrei numa Câmara lotada porque não quero que minha filha passe o que eu passei. Quero uma realidade melhor para ela, não quero vê-la sendo humilhada na hora do momento mais importante de sua vida.
 
Essa luta é nossa, de mulheres, homens, famílias.É a luta de quem deseja se reproduzir.
 
Fim.
 
Quanto a alimentação, chupeta, sling e mamadeira é por conta de vocês. Não existe combo, não existe uma lei dizendo que para você ser boa mãe tem que ficar 24hrs por dia com o filho, andando de saia e se alimentando de orgânicos. Isso é estereótipo que vendem para afastar as mulheres de nossa luta primária.
 
Eu não uso sling, não me adaptei. Alterno entre carrinho e ergobaby. Alimentação aqui sempre foi consciente. Sei dos malefícios do açúcar, dos processados e dos industrializados. Mas se você quiser dar um biscoito recheado não vou te julgar. Seu filho, suas regras. Sem essa de olhares reprovadores, coisa e tal.
 
Atualmente me pouco de falar sobre nossas decisões porque não usamos mamadeira, chupeta e sigo amamentando meu filho em LD até hoje, porque quem recebe essas informações no final da frase já carimba:
 
-Tá se achando!
 
As informações existem e SE ME perguntarem vou passar informações atualizadas, nada mais.
 
Eu sou doula por questões pessoais. Acredito na mudança e senti o chamado de fazer parte dela. Não consigo ter parido de forma respeitosa e ver outras tantas mulheres desinformadas e desassistidas, não é para ser a chata que sabe tudo e fica dando indiretinha em redes sobre parto, coisa chata, viu?
 
O que me move é amor. Eu pari, foi lindo. Podia ficar na minha, tranquila, cada um por si. Não sei o que é vo num ambiente hospitalar porque meu filho nasceu lindamente em casa. Cada um que corra atrás do seu.
 
Mas não sou assim. Não somos assim. Cada mulher, cada homem que luta pela humanização do parto doa muito de si. Informa muitas mulheres que gestam perdidas, fazem palestras voluntariamente, saem de suas casas, deixam filhos no meio da madrugada para atender outras que estão recebendo seus filhos. Dormem em sofás, as vezes mal dá tempo de comer.
 
Isso é trabalhar por amor e não por ego.
 
O primeiro passo para despertar a consciência é fazer com que as pessoas entendam que esse movimento é pautado pelo amor e é por ele que todos os dias estamos prontas para enfrentar um leão e deixar um pouco de nós em outras famílias que despertaram para a importância física, emocional e espiritual de uma assistência ao parto de qualidade.

Ingratidão, o ignorar de pequenas luzes

 

Muitas frases feitas cansam de reforçar que os ingratos são infelizes. Pronto, sentimentos nomeados, pessoas rotuladas, tudo certinho.

Você sente algo negativo que por tempos e tempos é atrelado ao seu ser, sua essência, o que não é verdade.

Você está infeliz, não é infeliz. Assim como você pode trocar sua ingratidão por gratidão.

Mas como reconhecer a junção desses sentimentos que amam bailar juntos?

Quem é ingrato tem uma visão particular dos acontecimentos que os rodeiam. Não conseguem enxergar a beleza das pequenices. Passam os dias pensando em grandes feitos e deixam os pequeninos e tão importantes para nossa alma de lado.

Invejam aqueles que em sua visão tem tudo que devia lhe pertencer por direito e não por merecimento.

O ingrato quer realizações familiares, materiais e se esquece que enquanto ele abre sua geladeira, muitos no mundo passam fome, sentem sua dor e enxergam sua cor. E que sequer possuem acesso a energia elétrica ou saneamento básico.

Choram pelo vinho que não bebem mas se esquecem daqueles que sequer recebem água tratada em sua casa.

Esquecem das pessoas que estão agora dentro de um hospital com feridas, dores e o coração cheio de saudade da família.

Com 19 anos eu estava dentro do CAISM vendo a morte todos os dias. E não acostumei, não me embruteci.

Não esqueço do último suspiro daquelas pessoas que acompanhei. Dos seus corpos gelados, da tristeza em carregar uma vida apagada dentro de um saco preto.

Vi cenas tristes…Uma jovem indo reconhecer seu pai com o corpo já refrigerado. A cena não sai da minha mente mesmo depois de tantos anos. Seu choro até hoje ressoa em mim.

Quantas pessoas pediram para eu ficar mais com eles, para eu não ir embora. Olhavam a medicação que reluzia com toda a esperança do mundo.

Fracos, descorados, com câncer. E com esperança.

E eu com 19 anos vendo e digerindo a morte, o sofrimento. Terminávamos o estágio as 22:00. Eu só conseguia sentir o vento frio e mais nada. Não conseguia sequer organizar meus pensamentos e sentimentos, eu só agradecia. Iria atravessar a cidade sozinha, tomar três ônibus para chegar em casa e só conseguia agradecer.

Eu estava viva. Eu tomava banho sozinha. Eu andava sem precisar de ajuda. Eu não sentia dores. Eu tinha comida, cama e um teto.

Como não agradecer?

Esses anos na área da saúde mudaram a minha visão sobre a vida para sempre.

Desde então sinto uma gratidão enorme pelo sol, pela chuva, pela saúde dos meus gatos, pelas minhas dificuldades que são nada mais que aprendizado. Temos tudo. Temos energia, água potável, o demais já é o bastante e com tanta coisa por que não partilhar?

E é na partilha que encontramos a verdadeira felicidade, não em bens materiais, realizações pessoais, nada disso. É estendendo a mão, abrindo os braços, cedendo o colo é que mora o divino.

Quando se sentirem tristes, maltratados pela vida e pelas situações reflitam em tudo de bom que os rodeia. Tudo o que vocês tem acesso. Tudo.

Está respirando? Agradeça.

Gratidão é plenitude, partilha e paz de espírito. É a certeza que recebemos a benignidade da mãe natureza, da vida.

Andemos de mãos dadas com a gratidão que nossa felicidade, nossa luz interior de manifestará cada vez mais.

Mulher Selvagem – Resgate do Feminino

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As mulheres de outrora são aquelas que vemos resgatando a nossa cultura feminina. Que não se iludem com a imagem da mulher moderna e se satisfazem por cada vez mais vincular-se a mulher ancestral.

São aquelas que andam em bando, que sabem que estar em um círculo e entre mulheres é curar-se e nutrir-se.

São aquelas que honram seu ciclo, suas fases. Que consagram com seu corpo e conhecem seus instintos.

Não escondem a sua sexualidade e nem fazem o tipinho da mulher difícil, mas sim da mulher que conhece as suas vontades.

Gostam de mato, de pé na terra, de molhar as mãos e não se preocupam se a maquiagem esta borrada e o perfume mais caro do mundo esta em sua prateleira.

Elas não sabem qual é penteado da moda e nem qual é coleção nova da marca moderninha. Elas são ate meio bregas diante da sociedade, com suas saias, panos, xales e pé descalço.

O seu cabelo muitas vezes não esta arrumado e nem suas unhas feitas. Isso não importa para ela, o que importa para ela é conhecer a si, é ter a consciência que a sua beleza não é embutida e sim vem da sula alma. Que seu valor não é dado pelas pessoas e muito menos pelos homens, mas sim por ela mesma.

Ela é livre de conceitos, ela é livre de estereotipo… E ela não quer saber qual é a dieta da revista, o que ela procura saber é qual erva cura, qual banho relaxa, qual Lua brilha no céu.

Ela não quer o carro da moda, ela quer despertar a sua essência geradora, criadora.

Ela é ELA

Livre, Liberta,

Bruxa, Curandeira

Selvagem

Carol Shanti

Vamos liberar nossas cargas emocionais negativas?

Já pararam para pensar que se deixarmos nossa casa, mesmo que fechada se não limparmos, o acúmulo de sujeira será inevitável e incontrolável?

Uma camada de pó surgirá com certeza. O odor ficará diferente, tanto nos ambientes quantos nos armários. Insetos podem surgir e tomar conta, vegetação cresce.

Toda casa precisa de limpeza diária. O mesmo se dá com nossa mente e nossos sentimentos.

Desde muito jovens recebemos uma série de comandos equivocados sobre como lidar com nossos sentimentos. Em muitos casos sequer temos orientação, não sabemos identificar sua origem e acabamos criando comportamentos compensatórios.

Por exemplo, uma criança que sofreu abusos pode compensar tendo uma alimentação desregrada, resultado em obesidade. A questão que as pessoas focam é apenas o ato de comer, não se questionam sobre o por quê do desequilíbrio, que tipo de caminhos nossa mente encontrou para lidar com a situação e a energia negativa impregnada em nós.

Um parto violento deixa marcas muito fortes nas mulheres, deixa feridas que podem levar algumas a ficarem enlutadas por anos.

E em alguns casos não precisa nem ser violento, basta não ser conforme planejado. Se a mulher idealizar um parto nos mínimos detalhes e ele fugir do script o sentimento de culpa, mágoa, rancor podem surgir com força e contaminar os pensamentos, criando uma cascata de sentimentos negativos.

Assuntos pessoais mal resolvidos pode influir no trabalho de parto e no puerpério. Por isso eu saliento que parto é aprendizado e portal de cura. É um momento que total entrega e descontrole, onde um copo d´água, vindo de quem for é recebido com extrema gratidão.

O pós parto exige cuidados e se a mulher não contar com uma rede de apoio, que a ampare inclusive mentalmente, sentimentos negativos podem se fazer presentes.

Esses sentimentos podem não ter origem diretamente no parto, mas podem estar escondidos por anos. Mágoas antigas que se projetam numa situação presente, por isso é vital que a mulher faça uma análise sincera dos seus sentimentos, de como reage a eles, sua convivência com outros. É difícil? É extremamente exigente? É controladora ao extremo?

Esse mecanismo protetivo e compensatório tem origem onde?

É esse ponto que precisa ser trabalhado. Entrar no trabalho de parto limpa, bem resolvida, com o sentimento de gratidão presente independente do desfecho.

Parto leva as mulheres a uma alteração psíquica importante. De meninas se tornam mulheres.

Agora a questão mais importante é:

Como fazer essa limpeza mental? Como manter nossos pensamentos limpos, perfumados, iluminados e arejados?

Precisamos primeiramente identificar a origem deles que muitas vezes remonta a infância. Ficar de cara com toda a poeira e resignificá-la, tirando toda a carga negativa contida em tais emoções.

Você não é seus pensamentos e sentimentos. Você não é muito nervosa, muita rancorosa, muita ansiosa. Esses sentimentos não são você, estão presentes em seu ser, o que é bem diferente!

A dor no nosso mundo é inevitável, mas sofrer é uma questão de escolha, de sabermos lidar com nossos sentimentos.

Os sentimentos negativos advindos de traumas que são registrados em nosso campo emocional, energético, meridianos, células todos ficam impregnados em nós, como uma bagagem extra.

Cabe a nós no decorrer da vida nos livrarmos dessa bagagem. Muitos passam a vida carregando um saco de batatas podres nas costas sem se darem conta.

Com a limpeza e cura diária podemos ir nos livrando de cada carga negativa, uma a uma.

Nossa essência é luz. Alegria, felicidade, paz interior habitam em nós e não podem ser removidos por nenhuma técnica. O que acontece é que os sentimentos negativos agem como uma poeira, impedindo que os sentimentos positivos se manifestem.

Temos o controle para limparmos nossa carga emocional e renovarmos nossa karma e nos libertarmos de situações negativas de repetição.

Muitas mulheres tem dentro de si impactos de sentimentos de rejeição, que apoiam a crença do não merecimento.

Você luta por um parto respeitoso mas internamente não se acha merecedora e pode criar inconscientemente situações de auto sabotagem.

Reagimos negativamente as situações e acabamos no círculo de negatividade e situações repetidas.

 Abaixo segue a técnica bem simples para a liberação de energias negativas e alcance de paz pessoa.

 1. Faça uma lista, tentando lembrar-se de todos os eventos (ou de grande parte deles) que tenham sido desagradáveis para você. Seja prolífico(a) e enumere mais de 50, pois todos nós somos vítimas de inúmeros eventos traumatizantes, sem exceção, e com certeza temos mais de 50 eventos desagradáveis.

2. Ao enumerá-los, pode ser que alguns eventos não tragam emoções muito fortes nem desconforto. No entanto, pelo mero fato de você ter se lembrado do evento, algo diz que pode haver alguma emoção escondida aí. Não os menospreze.

3. Dê um título a cada evento, como se fossem pequenos filmes em si.

4. Comece a aplicar a EFT nos eventos de maior peso. Trabalhe evento por evento, sempre avaliando e tentando chegar ao nível 0, ou pelo menos até o ponto de você não considerá-lo mais e até chegar a rir dele.

5. Trabalhe em pelo menos um evento (ou filme) por dia, mesmo que por apenas cinco minutos. Se depois da aplicação da EFT o problema ainda apresenta peso emocional, continue trabalhando-o nos dias seguintes até que ele possa se esvaecer. Seja paciente e somente passe para um novo evento quando tiver praticamente zerado o anterior.

6. Esteja atento(a) na eventualidade de aparecer algum aspecto diferente e considere-o um outro item, ou no caso, um filme, a ser tratado em separado. Da mesma forma, pode ser que surjam sub-itens a alguns dos problemas. Trate-os também de maneira individual.

7. Trabalhe no mínimo em um evento por dia, durante uns três meses. Isso levará apenas alguns minutos por dia e no espaço de três meses você poderá ter trabalhado em uma séria bastante extensiva de traumas. Note as mudanças que possam ter surgido em você, como, por exemplo, você se sentir bem mais calmo(a), seu corpo se sentir melhor, seus relacionamentos mais agradáveis e como grandes pesos parecerem não existir mais. Releia a lista e veja se aqueles eventos já se dissiparam. É sempre bom medir e notar conscientemente o progresso.

 Digamos que você tenha uns 100 itens a serem tratados. Não considere exagero, pois podemos e devemos enumerar todos os itens que nos aflijam, pequenos e grandes. Se os tratarmos na média de um por dia, em questão de três meses seremos outra pessoa.

Ainda não sabe que itens colocar na lista?

Enumere todos que vierem à cabeça. Desde o sentimento de culpa por ter comido um doce fora de hora, a vergonha que passou no dia que sujou as calças quando ainda tinha 10 anos até os traumas mais fortes.

 A fonte da técnica está aqui. Para quem deseja conhecer mais sobre a criação e aplicação da EFT (Emotional Freedom Techniques) acessem aqui.

Temos um poder incrível de cura e libertação. Parir com clareza de emoções e sentimentos proporcionará um equilíbrio pessoal, força e garra para a transição de menina para mulher.

Por um parir e um viver em paz.

Namastê ❤

Oficina de Arteterapia – Semearmos

Nossa oficina de arteterapia foi purificadora!

A manhã estava linda, flores, jardim, comidinhas, pincéis e tintas a espera das mulheres que sentiram o chamado para entrarem em contato com sua essência através do seu lado criativo.

Fizemos uma roda onde partilhamos mais sobre nós, sonhos e anseios. Alongamos, fizemos exercícios respiratórios, visualizações de limpeza e termnado este ciclo fomos para as comidinhas.

Com o corpo físico preparado demos início a criação de mandalas. Foi um momento para liberarmos toda a energia e darmos vazão a nossos sentimentos.

Todas ficaram lindíssimas! Depois fizemos sais de banho juntas, entramos em contato com a lavanda plantada, momento mágico.

Finalizamos com o plantio de ervas e unidas terminamos com dança circular. Com paz que invadia nossos corações.

A pergunta assim que a oficina terminou era:

-Quando teremos outra?

Pois é, mulheres não querem apenas se informar. Querem sentir, se entregar, criar.

As fotos do nosso evento ❤

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“Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o.”

Semearmos – Do blog para a vida real!

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Chegou a hora do nascimento! Semearmos está entre nós.

Neste sábado 07/11 tivemos nosso primeiro evento oficial, a oficina de arteterapia, idealizada e conduzida por mim.

Desde que me capacitei como doula senti a necessidade de formar um grupo livre, itinerante e democrático, onde mulheres pudessem partilhar seu saber de forma não hierárquica, sem estarmos amarradas a formação.

Você é mãe, pratica e acredita no método BLW? Quer partilhar seu saber? Pronto! Nasce uma roda.

Sabe tudo sobre sling? Sobre amarrações, seus efeitos para a mãe e o bebê e sente o chamado para partilhar? Pronto! Nasce uma roda.

Tudo simples e descomplicado, livre de rótulos e etiquetas.

Esse é o Semearmos real.

O blog com o passar do tempo tomou rumos inesperados do meu objetivo inicial que era partilhar apenas informações voltadas a gestantes. Criei uma coluna chamada Despertar Consciencial com muitos textos que tem sido bem recebidos.

Recebo mensagens de várias mulheres do Brasil se identificando a resignificando muitas situações a partir do que elas absorvem. Com um novo olhar transmutam sua realidade, aliviam cargas emocionais pesadas. Com esse espaço descobri que minha sede de criativa e doadora vai além do universo materno. Abrange as pessoas em sua integralidade.

Por isso o Semearmos levará as questões dos textos para rodas reais, com reflexões, visualizações e limpeza. Cura.

Esse ano foi muito intenso. O logo ficará pronto daqui 30 dias e em janeiro o Semearmos terá uma identificação visual própria e única. É um filho gerado.

Tudo isso em menos de um ano, sozinha e com um filho nos braços. Devo toda a minha gratidão aos meus mentores espirituais, meu marido que sempre me apoiou e ao Divino Criador, com sua essência luminosa e de amor que me dá coragem e força para seguir em frente.

Com carinho todo o corpo deste projeto para vocês, 2016 será nosso ano! Muitas ideias, tudo muito diferente para levar informação, paz e luz para nossas mulheres.

Como apoiadoras temos nutricionista, enfermeira, fisioterapeuta, psicóloga, pedagoga e educador físico. Todos partilhando seu saber, semeando vida.

Projeto Semearmos

 O que é?

Semearmos é um grupo de apoiadoras pactuadas em partilhar informação de qualidade. Prezamos a gestação onde a mulher receba informações e carinho, um parir respeitoso onde a mulher protagonize esse momento.

A mulher é vista de maneira multidimensional. Corpo físico e espiritual precisam de cuidados. Tentantes, gestantes, mulheres que já pariram, que querem cuidar de si e de seu equilíbrio, todas serão acolhidas.

Semearmos é bem estar a todas, nossa união se dá pelo útero e não por fatores externos.

Não fazemos distinção de etnia, credo ou classe social. Mulheres, homens, tentantes, gestantes, mães, avós – não importa sua configuração familiar – todos são bem vindos.

Nosso grupo é itinerante. Onde houver sede de saber, lá estaremos. Ocupando espaços públicos, praças e bosques, partilharemos nosso saber.

 Como nasceu?

Semearmos é um grupo criado por Vanessa Meyrelles, doula e que recebeu seu filho por meio de um parto domiciliar intenso e transformador, que mudou sua vida para sempre.

No cenário obstétrico que tempo hoje, informações de qualidade e apoio são essenciais nesta jornada.

Semearmos é fruto do amor. É semente que quer germinar nos corações das pessoas para que elas lutem, tenham poder da informação e possam gestar, parir e criar seus filhos com amor e respeito.

 Quem semeia?

Todas as pessoas pactuadas verdadeiramente com os três pilares do nosso grupo (gestar informada, parir com respeito e criar com amor) podem se tornar apoiadoras.

O grupo é versátil, não há apoiadoras fixas. Amor e informação não precisam de limitações para ser compartilhados. Se você deseja semear informações de qualidade, vive, acredita e pratica o que prega, junte-se a nós nessa roda.

 

Semearmos, filho querido, seja bem vindo!

 

 

 

Doulas reais para você

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Doula não respira. Inspira. Bem lentamente, assim como sua fala. Macia, suave. Quase um anjo.

Doula não tosse, não bate o dedo da quina do móvel. E se bate não reclama, porque ela é doula e doulas são perfeitas.

Sendo doula ela não pode ser ela mesma, escolhe então uma capa protetora, uma diferenciação. Vai se rotular e seguir certinho o script, porque afinal é doula e não pode decepcionar outras mulheres que querem um ser que não anda mas que volita junto de si no parto.

Doula usa rede social de maneira sábia, mais doula e menos de si. Os filhos da doula são santos, porque sendo ela doula o equilíbrio universal mora em si.

Doulas não tem amigas fora da humanização do parto, porque são doulas e devem viver dentro do útero, boiando no doce líquido amniótico eternamente.

Doulas não comem sanduiche, não usam calça jeans. Doulas andam de saia, lenço e só comem comidas orgânicas e ouvem musicas que algum barbudo de camisa xadrez com foto filtro sépia retro cante.

Se em qualquer profissão seu tempero pessoal te diferencia, porque doulas precisam ser perfeitas?

E quem disse que perfeição e anular-se, e ser uma pagina branca, um rascunho, uma sombra do que você é? Não seria um preço alto demais para pagar?

Mulheres querem mulheres como elas e escolhem sua doula por afinidade. E uma centelha interna, invisível que une doula e mulher.

E o instinto, o invisível. Ninguem pode ir contra a gravidade, podemos ser nós mesmas, falarmos sobre tantos outros assuntos, termos nossas lutas diárias e pessoais e mesmo assim estarmos nesse trabalho ancestral.

Doulas podem ser autênticas, podem viver de verdade, não apenas como num ensaio. Chega de romantização! Mulheres querem sentir a vibração de outras mulheres. Querem olhar nos olhos e se sentirem compreendidas, acolhidas e respeitadas.

Uma profissão que deixa tênue uma das faces mais marcantes que e a personalidade de uma mulher, merece ser repensada.

Palcos são para atores. Doulas são vida real. São sangue, pulsação. Doulas precisam de colo, doulas querem acima de tudo a liberdade de serem elas mesmas sem travas ou julgamentos.

Eu sou livre.

Assim seja.