Mulheres e Gestantes: Rendam-se ao Círculo Sagrado

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Querem saber mais sobre como o encontro de mulheres num círculo sagrado pode te beneficiar?

Semearmos promoveu um encontro de mulheres com o tema “Transmutação”em foco.

Transmutar é transformar. Energias ruins em boas, dor em alegria. Nós temos esse poder, precisamos apenas estar despertas, com um nível consciencial em elevação e de coração aberto para a transformação.

Não dizem que somos a transformação que queremos no mundo?

É verdade!

Sagrado Feminino é uma filosofia de vida oferece ensinamento sobre nosso corpo, nosso emocional e nossos ciclos. É praticado há milênios por muitas mulheres.

Quando a mulher se distancia do mundo automático, tecnológico e se interioriza, se alinha com suas vontades, descobre um portal de liberdade, de cura e se abre para uma realidade ao seu redor totalmente transformada.

Saímos do mundo patriarcal e entramos para um universo feminino, sensível, artístico e livre. Maternal, afetivo e acolhedor.

Durante a minha gestação essa conexão com meu corpo, minhas fases e toda essa acolhida feminina foi fundamental para meu empoderamento pessoal. Meu jardim interior floresceu me trazendo paz numa fase que foi marcada por descobertas tristes relacionadas ao parir no Brasil.

Mesmo com uma equipe iluminada eu sentia necessidade dessa força interior. Vontade de dançar, estar ligada a natureza, em círculo me conectar com outras mulheres. Aprender, compartilhar, curar.

Nosso círculo foi muito intenso e bastante significativo. A tarde estava linda, se despediu de nós toda rosada.

Ali na calma das horas, cercadas de energias positivas que se tornaram visíveis inclusive, fomos uma a uma nos despindo de nossas armaduras, de toda protetividade e começamos nossa partilha pessoal.

Cada uma com suas histórias, flores, feridas eram ali em comunhão acalentadas e fortalecidas.

Nos curamos debaixo de um lindo céu, todas, uma a uma como nossas ancestrais faziam. Dançamos em roda com os pés na grama sem repressão. Sem intenção de chamar atenção do masculino. Éramos mulheres livres, sem travas, nos expressando através da dança.

Fizemos toda a liberação de sentimentos negativos por meio do fogo que é elemento transformador. Tudo que passa por nós e não nos pertence foi levado pelo fogo. Nossa água nos limpou e com nossas energias transmutadas enchemos uma primavera, a árvore dos desejos com os melhores sentimentos que temos em nós.

Nos alimentamos a luz de vela e em círculos. Chá de erva doce para adoçar nosso interior. Pães naturais, cereais. Tudo compartilhado entre sorrisos.

Esses encontros são direcionados a todas as mulheres de todas as idades e beneficia de maneira intensa as gestantes e as tentantes, já que nosso útero é nossa sede. Fonte de toda criatividade e essência feminina.

Gestantes podem trocar informações de maneira mais íntima e afetiva com quem pariu. Com a chama das velas nos sentimos mais abertas a partilha.

Despertem mulheres! Um mundo afetivo a aguarda, basta você permitir.

Mais fotos de nosso encontro ❤

 

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Por que ter uma doula se tenho meu marido?

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Doula não levita, não é mágica. Doula se alimenta, sente cansaço, dores. Doula tem casa, tem filho ou não.  Doula se atualiza constantemente, doula viaja.  Doula gosta de cheirinho de recém nascido, doula sai no meio madrugada para estar com você no momento mais precioso de sua vida.

Por isso você -mulher que não pariu ainda- pode achar que não precisa de uma doula. Que seu marido, sua irmã, sua mãe, sua tia podem te doular.

Mas ninguém te conta que doula é um copo vazio em sua vida. Um presente, uma irmã. Uma página em branco, uma chance de ter as melhores memórias em sua vida. Sem contaminantes.

É essa pessoa que vai te acolher quando a insegurança bater e seu marido não der conta. É ela que vai te orientar sobre o inicio do trabalho de parto e não sua irmã que não pariu e desconhece totalmente os sinais de um trabalho de parto.

É ela quem vai saber onde estão suas roupas e as do seu filho na hora de irem para um hospital. Não é sua tia que passou sua gestação toda imersa em suas ocupações.

Ela vai trazer para você informações atualizadas, porque diferente da sua prima que é advogada e não entende nada sobre pega correta, assoalho pélvico, indicações reais de cesárea, a doula, aquele ser tão dispensável neste primeiro momento se atualizou. Foi a cursos, leu muitos livros, acompanhou todas as novidades. Organiza rodas, grupos, palestras.

É quem no trabalho de parto que você atravessa não vai se assustar. Vai reconhecer cada fase e vai saber como agir. Hora de falar, hora de calar, hora de tocar. É a compreensão, olhos de amor.

Doulas podem ter tido partos lindos e desejar que o seu seja tão ou mais transformador que o dela. Podem ter tido partos violentos, sofridos e escolheram esse caminho para que o seu que está gestando e não tem a menor idéia de como o sistema obstétrico funciona, tenha um parto respeitoso e amoroso.

Doulas podem ter curso superior. Antes de estarem com você em seu parto oferecendo alimentação, água, limpando sua sala, quarto, te abraçando, acreditando em você quando você mesmo duvida ela esteve numa empresa. Ocupando cargos importantes, mas diferente do seu marido, sua tia, sua prima ou sua irmã ela mudou a rota do seu viver.

Se tornou doula.

Entende porque comparar uma doula com o apoio que o marido, irmã, mãe, tia ou prima podem dar é um equívoco?

Ter uma doula junto de si na gestação, parto e pós parto não é passe livre para a exclusão. Tenha os dois, os três, quem você quiser. O parto é seu, seu protagonismo.

Eu tive duas doulas, marido, gatos. E todos são como chamas de velas, acendem outras infinitas velas sem que a chama se apague.

Uma doula em sua companhia não vai anular a força de ter seu companheiro, pelo contrário! Serão um exército ao seu redor, vibrando para seu parir e renascimento.

Valorizar e reconhecer a importância de uma doula ao seu lado é um ato de respeito e amor.

E não é tudo isso que você busca em sua gestação?

EPI-NO: Tudo o que você precisa saber!

Quem é gestante e deseja um parto normal, certamente já ouviu comentários do tipo:

-Parto normal acaba com a mulher. Você vai ficar larga!

-Eles rasgam tudo, se eu fosse você não arriscaria.

Eu ouvi muitos desses comentários. Disseram inclusive que meu casamento iria acabar depois do parto. O que eu não compreendia é porque isso poderia acontecer já que eu sabia que a vagina é elástica.

A vagina ser elástica lhe dá a propriedade de se distender (esticar) e voltar a sua forma original. Ela é composta por músculos que nós mulheres não fomos incentivadas culturalmente a conhecer.

É chocante constatar que mulheres mais velhas, com muitos filhos acreditam que urina e menstruação saem pelo mesmo lugar. Existe muito desconhecimento anatômico e uma série de inverdades perpetuadas e transmitidas por anos.

Não pactuem com isso. Estudem, se informem como eu fiz. Meu filho nasceu com 4.230kg de parto natural e eu não tive laceração. Três meses depois minha força muscular estava exatamente como era antes do parto.

Como explicar? Foi “sorte”? Existe algo que vocês que desejam parir naturalmente possam fazer durante a gestação para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico? O que realmente funciona? O que é baseado em evidências? O que é EPI NO?

São muitas questões. Primeiro vamos conhecer um pouco a anatomia de nosso corpo.

Vagina

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A vagina é um canal do órgão sexual feminino dos mamíferos, parte do aparelho reprodutor, que se estende do colo do útero à vulva, dirigido de cima abaixo e de trás para frente. A cada lado da abertura externa da vagina humana há duas glândulas de meio milímetro, chamadas Glândulas de Bartholin, secretoras de um muco lubrificante na copulação.

Sendo ela um canal, ela tem começo, meio e fim. Não é um desfiladeiro onde o bebê passa e se perde.

Assim é nosso canal, um espaço virtual feito de músculos que   precisam ser trabalhados durante toda a vida.

Quando você malha certinho, seus músculos não respondem ao estímulo ficando mais fortes e enrijecidos?

Com a vagina é a mesma coisa, inclusive se distendendo não somente durante o parto, mas quando a mulher está excitada e durante as relações sexuais.

 

Como o EPI-NO pode me ajudar?

 

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Primeiramente o que é EPI-NO? Quando ouvi o nome deste aparelho pela primeira vez fiquei surpresa. Nunca havia ouvido falar dele! Uma amiga me contou que sua doula iria em sua casa orientá-la quanto ao uso.

Curiosa eu queria saber se doía, se tinha algum risco e o que eu ouvi foi que a sensação era realmente diferente de tudo que ela havia sentido. Não incomodava mas era tudo novidade!

A partir da 34 semana eu estava liberada para usar o aparelho e assim o fiz. Sem grandes expectativas em relação à laceração pois tinha ciência de que não há evidências científicas acerca da prevenção efetiva, porém quando falamos de consciência corporal seus benefícios são incontestáveis. Realmente no momento do expulsivo quando meu filho nasceu a sensação foi idêntica.

O aparelho consiste em um balão de silicone ligado a um medidor de pressão, através de um tubo de   silicone com bomba em elastômetro termoplástico e válvula de liberação de ar.

O uso se inicia três semanas antes da data provável de parto e pode se estender até três semanas após o parto.

Seu uso não pode desencadear um parto prematuro, fiquem tranquilas. Ele pode ser usado 1-2 vezes por dia ou mais vezes em mini sessões. Todas essas informações podem ser obtidas através de um atendimento com a profissional que faz a locação do aparelho.

O EPI-NO vai alongar a musculatura perineal e vai  simular o expulsivo, o que somente a massagem perineal não proporciona, o que não impede que ambos sejam realizados.

A parte da mensagem técnica sobre o EPI-NO gostaria de ressaltar que seu uso é um momento de intimidade máxima e ligação com o próprio corpo. Muitas mulheres passaram toda uma vida sem se tocar, sem se conhecer e tem a oportunidade de estarem consigo, sentindo seu corpo, se conectando com seu bebê.

Abaixo, meu depoimento. Como mulher, ciente de que teria um filho grande que com 37 semanas já pesava 3.800kg.

Meu relato:

“Desde que me vi grávida meu desejo era parir naturalmente. E desde que expus esse desejo ouvi muitas mulheres se posicionarem contra dizendo que um parto normal acabaria com minha vagina. Até mesmo com meu casamento.

Não me deixei abalar pois sabia das características anatômicas da vagina. Ela é elástica e sempre tive intimidade com meu corpo. Não fiquei amedrontada mas sabia que determinadas ações podiam trazer mais conhecimento e preparo para meu parto.

O uso isolado do EPI-NO e da massagem perineal podem não ser tão relevantes se a fisiologia do parto não for respeitada.

Um parir verticalizado, sem intervenções, sem Kristeller (manobra onde profissionais sobem na barriga da gestante e empurram o bebê), sem ocitocina (aumenta as contrações artificialmente deixando muito intensas) colabora para a integridade do assoalho pélvico. Temos outros fatores também como a velocidade do expulsivo, puxos dirigidos, enfim. É todo um conjunto que deve ser respeitado.

Com meu EPI-NO em mãos, decidi conversar com ele e comigo mesma antes do uso. Comigo para me liberar, me entregar e confiar.

Visualizei meu canal vaginal como um caminho florido,  que meu filho percorreria até chegar aos meus braços. Estar relaxada e centrada em si neste momento é essencial, pois a tensão contrai os músculos podendo

tornar a experiência diferente do que deve ser.

No parto a lógica é a mesma. Entrega e relaxamento.

Inseri o balão, estava no meu quarto, a luz de velas, com minhas músicas, incenso e sozinha. Diferente da massagem perineal que eu fazia em companhia do meu marido e ele na maior parte das vezes é que fazia comigo, com o EPI-NO optei pelo isolamento. E deu certo! Me acostumei com as sensações novas.

Afirmar 100% que a ausência de laceração se deu devido ao uso do EPI-NO seria imprudente. Meu parto foi totalmente natural, verticalizado, com zero de intervenções. Mas não posso deixar de lado também todo o tempo que voltei meus olhos ao meu assoalho pélvico através das massagens e das sessões com o EPI-NO. Todo dia tinha o meu momento de entrega de corpo e alma.

Eu pari de cócoras, fazendo força com o puxos. Foram três apenas e meu filho nasceu com 4.230kg, 54cm e eu não tive laceração nenhuma. Períneo íntegro.

Como elemento guia de consciência corporal foi fantástico! Realmente o expulsivo simulado nas sessões foi idêntico. Não me assustei com a coroação, com o círculo de fogo.

Como doula disponibilizo o aparelho para as mulheres que acompanho e para aquelas que possuam interesse em usá-lo de maneira independente.

Faço o atendimento esclarecendo todas as dúvidas, relato minha experiência e de outras mulheres que o usaram e de maneira geral sua aceitação tem sido excelente e os feedbacks sempre positivos.”

Bom encontro consigo mulheres! Mergulhem em seus corpos, consciência corporal é um presente em nossas vidas.

Com informação o medo se dissipa. Falsas verdades reproduzidas há tempos não nos aterrorizam pois passamos a ter um olhar crítico sobre o que chega a nós. Tomamos consciência do valor de uma boa assistência, de um parir livre de intervenções e verticalizado.

E o despertar de uma mulher, seu despertar pode mudar toda uma vida.

Permita-se.