Mulher Selvagem – Resgate do Feminino

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As mulheres de outrora são aquelas que vemos resgatando a nossa cultura feminina. Que não se iludem com a imagem da mulher moderna e se satisfazem por cada vez mais vincular-se a mulher ancestral.

São aquelas que andam em bando, que sabem que estar em um círculo e entre mulheres é curar-se e nutrir-se.

São aquelas que honram seu ciclo, suas fases. Que consagram com seu corpo e conhecem seus instintos.

Não escondem a sua sexualidade e nem fazem o tipinho da mulher difícil, mas sim da mulher que conhece as suas vontades.

Gostam de mato, de pé na terra, de molhar as mãos e não se preocupam se a maquiagem esta borrada e o perfume mais caro do mundo esta em sua prateleira.

Elas não sabem qual é penteado da moda e nem qual é coleção nova da marca moderninha. Elas são ate meio bregas diante da sociedade, com suas saias, panos, xales e pé descalço.

O seu cabelo muitas vezes não esta arrumado e nem suas unhas feitas. Isso não importa para ela, o que importa para ela é conhecer a si, é ter a consciência que a sua beleza não é embutida e sim vem da sula alma. Que seu valor não é dado pelas pessoas e muito menos pelos homens, mas sim por ela mesma.

Ela é livre de conceitos, ela é livre de estereotipo… E ela não quer saber qual é a dieta da revista, o que ela procura saber é qual erva cura, qual banho relaxa, qual Lua brilha no céu.

Ela não quer o carro da moda, ela quer despertar a sua essência geradora, criadora.

Ela é ELA

Livre, Liberta,

Bruxa, Curandeira

Selvagem

Carol Shanti

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Quando?

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Qual foi a última vez que você dançou? Livre. Pés no chão, grama entre os dedos. Terra e Luar. Quando?

Braços livres, olhos fechados, entrega. Livre. Alta, magra, gorda, lisa, encaracolada, branca, negra, grávida ou não. Mulher.

Quando?

Quando sentiu águas baterem em seu corpo nu? Cachoeira, pedra, árvore, água. Linda, do jeito que é, livre.

Quando se pintou? Quando libertou seus cabelos? Quando gritou? Quando cantou, canto livre, torto desafinado. Seu canto, sua expressão, sua alma.

Quando plantou, quando se entrelaçou com Gaia? Seu cheiro, úmido sobressaia. Macia. Dá a vida para todos, nos sustenta.

Quando?

Quando pintou, quando costurou, quando rasgou? Quando se uniu em rodas perto de um rio e ali, em comunhão segredos se vão…

Nossa essência feminina é livre, é criativa, é guerreira, é poderosa.

Se libertem.

Círculo Sagrado Feminino

Há uma semana nossa manhã de sábado se iniciou ao som de violino, harpa, embalados pela voz de Lenine em Paciência. Juntas nosso círculo começava. Sem apresentações, sem travas, sendo nós mesmas com nossos lenços, descalças entregávamos nosso corpos ao embalo do som.

Nosso corpo se expressava, olhos fechados, abertos ou marejados. Sorrisos. Leveza, entrega.

Assim inicia nosso Círculo Sagrado de Mulheres. Nosso encontro, nossa comunhão começou forte, fim da música lágrimas, abraços.

Há quanto tempo você não tem seu tempo? Há quanto tempo você não pode dançar sem travas, saltos ou julgamentos? Quando seu corpo se expressou livremente pela última vez?

Nessa roda poderosa dançamos, partilhamos. Nos curamos.

Mulheres reunidas em meio a sonhos, feridas e esperanças apoiavam umas as outras. No nosso círculo tínhamos uma avó, gestante, mães e mulheres sem filhos, que exercem a maternidade porque somos unidas e ligadas pelo útero. Nossa comunhão dispensa rótulos, embalagens. Mulheres são bem vindas, são energia, acolhimento.

Embora o mundo pregue que nós somos desunidas, competidoras o que acaba nos levando a um isolamento e desconfianças, nosso círculo é um ponto de luz, cura e alento.

Ouvindo o chamado nos juntamos, nos conectamos. Geramos luz, energia de carinho e gratidão.

 

“Será que é tempo

Que lhe falta pra perceber?

Será que temos esse tempo

Pra perder?

E quem quer saber?

A vida é tão rara

Tão rara.”

Círculo Sagrado Feminino.

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Criar, gerar e parir

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Sou Mulher que Gero, Crio e Dou Vida
Meu Corpo, Meu Templo, Minha conexão
Foram feito para criar, gerar e parir
Danço com a Lua, uivo com meu interior.
Sou Femea, Sou Selvagem.
Sou velha, mãe e anciã.
Sou Filha da Grande Mãe e neta da Avó Lua.
Conecto-me com a Terra, Lavo-me com as águas, purifico com o Fogo, reflito com o Ar.
Sou assim, Mulher, Menina, Loba!
Meus pés, a conexão com a Mãe Terra
Ando aonde posso firmar minhas raízes. Faço das estações os meus aprendizados.

Carol Shanti

Mulheres Sábias

AS 13 QUALIDADES DAS SÁBIAS

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1. Elas não se queixam! Aceitam que o que foi, foi e não pode ser mudado e o que interessa é daqui para frente. Não quer dizer que não expressem dor, mas não se lamentam, não se veem nem agem como vítimas.2. São atrevidas, tem coragem de experimentar o novo, a buscar o não vivido, o não conhecido.
3. “Tem mãos para as plantas”, concreta e metaforicamente. “Plantam, regam e acompanham o crescimento” de plantas, pessoas, projetos…
4. Confiam em seus pressentimentos/ em sua intuição, honram sua sabedoria interna.
5. Meditam a sua maneira, cultivam um centro interno de silêncio e escuta, de prece e reconexão com o Sagrado.
6. Defendem com firmeza o que mais importa, descobrem sua voz e tendem a tornar-se mais rebeldes e radicais com tudo que consideram errado no mundo.
7. Decidem seu caminho com o coração, mesmo que esse caminho seja difícil.
8. Dizem a verdade com compaixão, mas dizem sempre a verdade, porque sabem que só a verdade cura e liberta.
9. Escutam seu corpo, não o veem como um objeto a ser aperfeiçoado, mas como um instrumento de prazer e auto conhecimento.
10. Improvisam, agem com espontaneidade, fluem com a vida.
11. Não imploram, não fazem NADA com a finalidade de serem aceitas.
12. Riem juntas, riem de si e com isso nutrem um profundo senso de irmandade, porque é um riso que expressa o triunfo do espírito e da alma sobre aquilo que poderia tê-las destruído ou as convertido em mulheres amargas .
13. Saboreiam o positivo da vida, sabem ter gratidão pela beleza da vida, mesmo que mesclada de sofrimentos.

Mulheres e sua força ancestral.

“Antigamente lavávamos nossas roupas nos rios conversando com outras mulheres. Quando entrávamos na lua, entrávamos todas juntas e sentávamos na terra, doando nosso sangue sagrado e tecendo sonhos com outras mulheres.

Quando tínhamos um filho no útero, ganhávamos a companhia constante de outras mulheres, compartilhando toda a arte de gerar e de dar a luz. Tecíamos, bordávamos, plantávamos, cantávamos sempre juntas. Criávamos nossos filhos juntas. Entendíamos de ervas e compartilhávamos os segredos das medicinas da terra.

Quando perdemos esses hábitos nos isolamos e perdemos essa dose maravilhosa de ocitocina (hormônio do amor, fabricado também durante o parto) que fabricamos quando estamos entre mulheres. Começamos a achar normal toda essa individualidade. Começaram a nos rotular de fúteis, que gostamos de comprar, de cuidar da aparência, que falamos demais, que só falamos de homens. Esquecemos a arte de parir. Começamos a achar normal cortarem nossos úteros para dar a luz.

Achamos normal também não devolver nosso sangue lunar pra terra a cada 28 dias, e usar absorventes descartáveis pra poluir nossa Mãe Terra. E como nos desconectamos da lua e da terra, e do nosso ciclo lunar começamos a achar normal tomar pilulas bombas de hormônio, porque não conhecíamos mais nosso corpo pra saber quando estávamos férteis. E ai trocamos as sagradas medicinas da Mãe Terra, por medicinas controladoras do nosso corpo.

Mas algo estava gritando dentro de todas nós. Algo estava faltando. E por isso no mundo todo essas sementinhas adormecidas voltaram a brotar. Mulheres e mais mulheres voltaram a olhar pro céu, por a mão na terra, sentir e honrar seu sangue, querer parir em paz. Mulheres voltaram a querer estar com mulheres. Em volta do fogo. E em volta de seus próprios corações. E círculos de mulheres voltaram a acontecer no mundo todo…” – Anna Sazanoff