Quando muito nunca é o bastante. Hora de agradecer e perdoar!

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O viver de muitos acaba sendo tragado por cobranças internas. São aqueles projetos inviáveis que o ego acredita serem fáceis de realizar. Dilui as dificuldades, os contras e pronto! Aciona um alarme mental:

-Vá e faça! A “joana” faz e você não? Está esperando o que? Olha só o que você está perdendo! Querer é poder!

Essas cobranças surdas e pesadas que ressoam internamente acabam gerando uma frustração imensa. Falta noção de realidade, de fatores externos. É como se a ordem fossem empurrar um caminhão.Você obedece cegamente. Vai até o caminhão, coloca toda a sua energia, toda sua força e o caminhão não sai do lugar.

Por que será?

Será que é por que lhe faltou competência? Vontade? Capacidade de realização? Força de vontade?

Ou será que o caminhão não foi empurrado por motivos fisicamente reais?

Sabemos a resposta óbvia,  mas na nossa vida precisamos criar uma linguagem para lidarmos com essas cobranças internas que nos assolam silenciosamente dia-a-dia e filtrar o impulso que brota internamente para seguirmos nosso processo evolutivo livre das cobranças negativas, com pedidos impossíveis de serem realizados que despertam sentimentos negativos, pessimistas e que nos deixam impotentes.

A sociedade de hoje é muito cruel. A mídia vende descaradamente uma realidade muito difícil de ser vivenciada por muitas brasileiras e isso engloba padrões físicos, consumo e estilo de vida. É surreal.

Reparem na mesa do café-da-manhã. Todos com dentes estalando de brancos, numa mesa farta com frutas, sucos, pães e bolos. Crianças sorrindo, tranquilas esperando a hora de comer.

Pelo menos a minha realidade é totalmente diferente. Faço o café, preparo o leite, marido volta com pães e frios, arrumamos o café na cozinha e comemos na sala. Não arrumo mesa pois tenho um bebê de 08 meses que demanda bastante atenção.

Ah! Nesse meio tempo que como, ou amamento ou supervisiono meu filho enquanto ele come.

E estamos com cara de bolacha, olhos pequeninos, roupa de dormir. Gatos correm, tenho que tomar cuidado para não tropeçar nos brinquedos que ficam na minha sala.

E ai? Vou chorar? Vou me cobrar por não ter o cenário de propaganda de margarina?

Não quero perfeição. Ela é tediosa, previsível e maçante. É assim que encaro toda essa vida nova que tem se apresentado a mim desde que meu filho nasceu. Não tenho dias iguais, horas lentas e minutos arrastados. E sempre estou aprendendo com ele a me entregar.

Em determinadas situações da vida temos que nos entregar, nos deixar levar, parar de nadar contra a correnteza. Isso não é ser inútil, imprestável. É sabedoria de saber poupar energia para coisas realmente construtivas.

Se sentimentos negativos brotam em nós, se a bad vem devemos iniciar nosso processo de reflexão e cura que é bastante pessoal. A limpeza e o alinhamento energético devem ser feitas diariamente por nós. Como limpamos nosso corpo, nossa casa devemos limpar nossa mente.

A poeira mental embaça as lentes de nossos óculos. Vemos nossa realidade por um prisma negativo, sem brilho, sem perspectivas porque essa poeira tira nossa centralidade e nos leva a um futuro incerto.

Com isso se temos um padrão negativo de reagir a determinadas circunstâncias e mesmo sem nos darmos conta disso vamos entrar num vórtice de ansiedade e ansiedade.

Sem fazermos essa leitura vamos descontar esse excedente de energia mental negativa tendo comportamentos desequilibrados no que refere a compras, alimentação, ingestão de bebidas alcoólicas entre outros pois estaremos acessando recursos externos que nos estimulam rapidamente para curamos desequilíbrios internos.

A notícia ruim é que esse mecanismo compensatório NÃO funciona.

Voltando este assunto a maternidade é importante ressaltar, avisar, deixar claro que as mulheres passam por alteração psíquica extremamente significativa.

De meninas se tornam mulheres. E mulheres mães.

Além do desgaste causado pelo bebê que é totalmente dependente, outras resignificações se fazem necessárias. O círculo de amigos muda, a vida profissional muda, ciclo de sono muda. Amor e culpa passam a fazer dupla constante no peito materno.

A mulher que segue seus instintos cuidadores  um tempo depois sentirá necessidade de retomar sua vida profissional. A que retomou sua vida profissional dirá que seu filho está sendo bem cuidado mas sentirá falta das tardes embaladas com aquele ser quentinho. Se sentirá culpada por não ouvir ou ver seu filho falar a primeira palavra.

Sempre haverá insatisfação, o cenário perfeito existe apenas dentro de nossa mente. O que devemos então é estarmos bem resolvidas com nossas decisões, sejam elas quais forem.

Existem maneiras práticas de aumentarmos nosso padrão vibracional, colocarei alguns abaixo:

Gratidão: Palavra batida em redes sociais ultimamente, não? Tão usada quanto a palavra amor e com um significado tão profundo quanto. Você sabe o que é gratidão e como ela pode mudar seu viver para melhor?

Gratidão é uma emoção positiva e assim sendo causa bem estar para quem a sente. Esse sentimento nos liberta e nos acalma. É um portal de cura para doenças psicossomáticas e crônicas.

Agradecer faz parte de quem prospera. Meditar e agradecer sobre tudo o que temos purifica e nos limpa de padrões mentais negativos.

Está cansada por cuidar do filho? Lembre-se que você tem saúde para estar junto dele, que ele tem saúde também!

E assim de maneira individual foque nas coisas positivas de sua vida, seja grato ao invisível e ao visível. Olhe as plantas, as árvores, a vegetação. O reino mineral. Agradeça. Veja as águas, cachoeiras, as frutas. Agradeça. Seja amoroso com os animais, agradeça a presença curativa deles em nossa vida. Agradeça pelo Universo tão rico e maravilhoso que nos rodeia.

Gratidão faz as pessoas com pureza de alma sempre estarem junto de você, seja fisicamente ou a distância.

Sendo gratos nos sintonizamos com o bem e teremos boa sorte em tudo o que empreendermos.

Liberte-se de pessoas tóxicas 

Nem tudo são flores. Todos temos nossas lutas e uma diferenciação no grau evolutivo. A Terra é como uma sala de aula com crianças desde o maternal até o nível superior.

Cada um tem uma capacidade de compreensão de tudo o que nos cerca e uma reação. Cabe a nós compreendermos isso e sabiamente nos libertamos de pessoas que infelizmente no momento vivem de forma negativa.

Eu não penso duas vezes antes de recuar. Tenho uma conexão muito forte com meu interior, um sexto sentido desenvolvido que faz com que eu reconheça a distância pessoas negativas, invejosas, falsas e frustradas. São características desagregadoras.

Essas características tendem a nos desequilibrar e nos afastar da fonte de luz e amor maior. Existem pessoas que se nutrem da infelicidade alheia.

O afastamento nesse caso significa autopreservação mental e energética. As vivências farão com que tais pessoas cedo ou tarde revisem seus comportamentos, seus padrões e se purifiquem.

Perdão

Perdão é a chave para a leveza do nosso viver. É a contrapartida a tantas cobranças internas e externas.

O auto perdão é muito precioso é um olhar carinhoso para nossa alma.

A cada cobrança, um perdão. A cada falha de uma amiga, de um parente próximo, o perdão.

Perdoar não significa se sujeitar a pessoas ou situações desfavoráveis, mas significa se libertar dos sentimentos negativos gerados por  alguém ou por uma situação.

Sem ego, sem orgulho, sem sentimento de vingança. Por mais que quem gerou o mal esteja aparentemente  bem resolvido, seu interior é luz e tormenta. E é dai que ele vai tirar sua lição, não é você quem vai ensinar.

Se preserve. Se poupe. Se ame.

E que o que temos, seja pouco ou muito, sempre seja o bastante. Que nossa busca, nossa evolução seja seja realizada com respeito. Que recebamos de nós mesmos o perdão, afeto e carinho.

Que a gratidão, o perdão e o amor sejam o calçado de nossa caminhada nessa existência.

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Bebê não faz manha. Você é que tem medo.

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Bebê que chora não é manhoso. Bebê que chora age por instinto e está se comunicando com você.

Pelo choro.

Em pleno 2015 vejo muitas pessoas insistirem na tese de que “bebê que chora é manhoso” e mesmo eu explicando que bebês não choram com o intuito de manipular adultos pois não possuem capacidade para elaborar raciocínio (vou chorar pra ela aprender) pois não entendem a relação causa e efeito, muitos decidem com si mesmos não darem ouvido ao que a ciência fala e encaram todo e qualquer choro como manha.

E não acolhem. Deixam chorar.

Me ponho a pensar…Será este comportamento é apenas a reprodução de conceitos ultrapassados?

Não, não é. E vou dizer o motivo.

Quando um bebê chora ele te chama a ação. E a ação é basicamente afetiva. Ele não quer um iate, um sapato caro ou um colar de brilhantes. Sim, no choro que é seu único meio de comunicação além de pedir “troque minha fralda” ou “estou com calor ou frio”, “estou com fome ou dor” ele sinaliza necessidade de afeto.

O choro que corta a alma muitas vezes quer apenas seu colo. Se calor, seu amor. Quer que seu corpo expresse sentimentos de acolhida. Que você o proteja, o embale, dê atenção.

Muitas pessoas por diversos motivos tem enormes barreiras afetivas em si que se refletem tanto na doação quanto na hora de receber afeto. Dai vem a imensa dificuldade de acolher um choro sem se irritar, sem se sentir manipulada.

O choro convida a gritos as pessoas darem o que elas tem dificuldade de expressar, que é a afetividade. E quando isso acontece, o mecanismo interno de proteção é acionado e o velho lema de “bebês choram por manha” vira apoio.

E não importa o quanto você explique cientificamente que não é, a muralha existe e se sustenta na manha. A manha dá passe livre para você “educar” e não acolher seu filho neste momento que ele mais precisa de você.

Além disso identificar o motivo de um choro requer vínculo. E vínculo não é parir. Vínculo pode ser estabelecido com pessoas inclusive fora da família. Quantos bebês se vinculam a babás? E o vínculo marital? Eu e meu marido conversamos pelo olhar, arrisco dizer que até por pensamento. Não precisamos de palavras para nos comunicarmos.

Com o bebê a vinculação é até mais forte, chega a ser uma questão de sobrevivência. Quando ela por algum motivo não ocorre, por motivos emocionais inclusive, fica muito difícil identificar a fonte do choro, porque faltou esse aprendizado de leitura. Choro é sentimento. Em cada decibel.

Eu consigo identificar cada choro do meu filho. Sono, fome, cansaço, tédio, cólica. Quando quer mais tempo de chamego. Se quer brincar, mudar de posição. Cada chorinho tem um motivo e nenhum até o momento é por manha.

Mas para identificar isso a ponte teve que ser construída e a matéria-prima é o afeto. Quando temos essa questão afetiva resolvida dentro de nós, as relações humanas não nos amedrontam. Sabemos amar, nos entregar. Não temos medo de nos cortar ou nos decepcionar com relações, porque somos amor e nos refazemos.

Não temos medo de ser feitos de bobos, de entregarmos nosso carinho de bandeja. Não tememos criar maus elementos manhosos que nos maltratarão no futuro e que portanto merecem nossa desconfiança no presente, porque sabemos que o afeto requer entrega, tem sede do presente.

Vejo agora que se refugiar no velho saber de que “bebês são manipuladores” é uma expressão profunda de medo. Medo de amar, medo de se entregar, medo de se machucar.

Não deixe o choro do bebê te paralisar. Bebês não fazem manha. Bebês se comunicam pelo choro.

Lembre-se disso, acolha seu bebê. Feche os olhos e abra seus braços e coração.

A culpa não é dele.

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Se você engordou e não emagreceu depois, a culpa não é dele. Se você foi demitido ou está infeliz no trabalho a culpa não é dele. Se seu marido te traiu a culpa não é dele. Se você está mal humorada a culpa não é dele. Se sua casa está bagunçada a culpa não é dele. Se você está desanimada e triste a culpa não é dele. Se você sofreu violência obstétrica a culpa não é dele. Se você não sai como antes, a culpa não é dele.

E nem sua. E nem de ninguém.

São circunstâncias que nos colocam frente a frente com nosso limite. Cada mulher sabe encontrar o seu e superá-lo, ou não.

Devemos nos perdoar diariamente. Olharmos com ternura para nós e mudarmos nosso prisma quando olhamos pela janela da alma.

Filhos nos fazem encontrar com nosso limite. É um desafio, é a inconstância atirada em nossa cara e nossa rotina sem pedir licença.

Se perdoem, liberem a culpa sua, dele. Ela não pertence a ninguém e se entreguem a desordem. O Universo brotou de um evento caótico.

Se amem. Amem seus corpos, suas fases, seus ciclos. Aquele emprego… Você se libertou. Encontrará novos caminhos. Difíceis, árduos, mas se encontrará. Somos resilientes, nos reinventamos sempre. Se o seu marido foi infiel o casamento de vocês já não estava legal. A conexão, o elo já havia sido perdido… Liberem o bebê desse peso.

Se limpando de culpas a casa fica livre para que você possa expressar toda a afetividade e amor sem se recriminar, mesmo que inconscientemente.

Emagrecer depende de você. E aqui não digo que vai ser fácil, mas se você quiser vai conseguir.

Aquela voz que grita…”Foi o bebê”. “Você o ama, mas sua vida mudou”. “Seu corpo. A culpa é dele”.Vai silenciar.

Nossas dificuldades têm a exata dimensão que queremos que eles tenham.

A culpa é sorrateira. Ela surge quando você projeta algo que não é alcançado pela realidade. Ela te deixa com insegura, impotente, incapaz.

Mergulhe nesse mar da maternidade e se livre de todas as amarras que insistem em te puxar para o fundo do oceano. Estou gordinha? Ótimo! Estou me sentindo bem assim, ok. Não estou me sentindo bem? O que posso fazer? Dieta? Atividade Física?

Nosso pensamento deve ser guiado de forma resolutiva e positiva. Culpar os filhos pelo peso extra, culpar a desordem pela demanda deles não vai resolver, só vai tatuar na sua pele a incapacidade que não existe.

Vida livre de culpa é vida suave. E a culpa não é dele, não é sua e nem de ninguém.