Desapego e construção da experiência de parto.

Crédito imagens: Monet Nicole Birthing Stories

Vi um vídeo lindo de uma parteira ontem. Amo-a.

Seu olhar, seu tom de voz, sua abordagem e visão sobre o parto me encantam. Fiquei muito emocionada quando a encontrei pessoalmente, ela não sabe, mas sua frase “As mulheres sabem parir, gostam de parir” foi algo que mexeu demais comigo e me motivou em muitos momentos da minha gestação, inclusive no meu parto.

Li um comentário onde uma pessoa afirmava que muitas mulheres saíam de suas cidades, viajavam para outro estado para ter filhos com ela.

Eu entendo. Compreendo. A figura dela no trabalho de parto é realmente forte, sua competência é inquestionável. Sua magia é única, mas mulheres…

Confiem em sua força interior, SEMPRE!

No meu trabalho de preparação mental eu trabalhei muito o desapego e meu resgate ancestral de força individual. Planejei o parto, escolhi por receber meu filho em casa.

Fiz meu altar de força, onde tinha objetos de poder, presente das amigas que recebi no Chá de Bênçãos escolhi o cantinho que a piscina ficaria. Sabia o que queria comer, quem estaria no meu parto. Escolhi a equipe por competência e afinidade energética, porém depositei TODA a força do parir em mim, independente dos elementos que estivessem presentes no meu parto. Antes de estar com meus filho nos braços já sentia o vento do descontrole passar em minha vida.

Meu marido trabalhava em outra cidade. E se não desse tempo dele chegar? E se ele não acompanhasse meu trabalho de parto? E se a filha da minha doula ficasse doente?

Eu não iria parir? Claro que iria! O parto, essa caminhada era minha e do meu filho. Seu corpo e o meu. Internamente eu decidi que nada que acontecesse iria nos atrapalhar, nada iria quebrar nossa conexão e bloquear a minha entrega.

E imprevistos aconteceram? Sim, claro. Eu me abalei? Não, absolutamente! Não romantizei esse momento, não depositei meu ponto de apoio externamente, então nada do que ocorreu atrapalhou, bloqueou ou manchou minha experiência de parto que EU construí.

Querem saber as coisas totalmente inesperadas que aconteceram?

Comecei a sentir contrações mais fortes, daquelas que perder a noção de tempo e espaço. Contava com minha mãe para passar esse primeiro momento. Liguei na casa dela e prontamente ela veio, mas não pode ficar. Por que?

Um vazamento de água no seu banheiro que estava invadindo a fiação do chuveiro acontecia NAQUELE momento. Totalmente inesperado. Ela teve que voltar para sua casa para acompanhar a manutenção. E eu fiquei só. Firme como uma árvore.

Fiquei em meu apartamento sozinha por opção. Poderia chamar as doulas, mas meu desejo era passar esse momento sozinha e assim se deu. Fiquei no meu quarto, recolhida, com meus gatinhos até meu marido chegar as 19:30 porque eu não tive como ligar para ele sair mais cedo do trabalho e vir acompanhar o trabalho de parto.

E tudo bem também!

A piscina foi enchida por ele quase em sua totalidade com água fria. Com um balde ele aproveitava o que saia do chuveiro grande, mas com isso não deu margem para a água estar aquecida quando eu quisesse entrar. Meu pai veio em casa e sugeriu que ele deixasse no modo frio para economia de energia. Ele acatou.

Meu filho não nasceria na manhã seguinte. Meu trabalho de parto foi rápido, eu sentia meu corpo abrir e precisa muito entrar na piscina, estava no meu limiar de dor suportável. Quando entrei a água estava fria e a piscina cheia. Foi preciso em trabalho grande das queridas doulas para esvaziar a piscina e completar com água quente.

Foram muitas panelas de água fervente no fogão e eu na piscina, me esquivando da água quente que caia e fugindo dos baldes que retiravam a água fria da piscina.

Eu esperava que fosse assim? Não.

Isso cortou minha conexão? Não.

Foi aprendizado para todos e para mim. Minha ligação interna era tão grande, que o mundo lá fora era apenas detalhe. Não havia romantizações em minha mente. Não havia não parir por causa da louça na pia. Eu ia parir, aconteça o que for. E lutaria com todas as minhas forças para ser em casa, meu único objetivo era começar e terminar em casa.

Em dado momento a piscina furou, o terceiro nível. Uma tragédia para a Vanessa fora de trabalho de parto, imaginem um piso de madeira (tacos) sendo banhado por toda aquela água! Furou por conta da resistência que tentava manter a água aquecida, mas que não rolou, ela encostou na borda quando eu entrei.

E ai? Vou chorar? Meu filho não iria nascer na piscina, ficou claro naquele momento. Eu não tinha apoio, se encostasse na borda a água invadiria todo o apartamento. Mais correria pra tirar água da piscina!

Eu planejei um parto na água por 09 meses. Meu plano de parto tinha todo o meu desejo de parir na água…Queria que meu filho viesse ao mundo da água para a água. Sabia e senti na pele que a piscina era uma poderosa arma de alívio contra as dores que eu sentia.

Mas meu filho tinha de nascer, ser recebido com alegria e eu sou guerreira. Se a piscina não rola, ele virá de outra forma, e assim se deu . Veio comigo na banqueta.

Fiquei na piscina o quanto deu, a lembrança mais amorosa que tenho foi da parteira jogando jarras e jarras de água morninha em minha barriga, foco de minha dor.

Quando os puxos vieram sai da piscina e fui pra banqueta e rapidamente meu filho nasceu. Eu venci! Estava com ele em meus braços, morno, escorregadio. Perfeito.

Nada mais importava.

Não tive que trabalhar questões menores. Não me importei em ficar sozinha na fase latente, em ter meu marido comigo no começo da noite ou na piscina fria/furada.

Eu estava com meu filho nos braços. O todo foi incrível. Tive todo o apoio que precisava e eu não esperava. Muitas horas de massagem, comidinha na boca, casa limpa no pós parto, equipe super competente , profissional e amorosa.

Tudo aconteceu da forma que tinha de ser, as coisas são o que são, a força está dentro de nós.

Então se você chegou até o final desse texto reflita e reveja suas expectativas, prioridades e apegos no trabalho de parto. Planeje o grosso, os detalhes, mas não se apegue. As coisas vão acontecer da forma que tem de ser e não necessariamente da maneira que planejamos.

Se sua vontade é estar com a parteira A ou a doula B, ok. É legítimo seu desejo, porém se conscientize de que você vai passar por todo esse processo com ou sem elas. Construa a SUA experiência de parto.

Lidamos com variáveis humanas. Alguém da sua equipe pode adoecer. Seu trabalho de parto pode ser extremamente longo e talvez a doula tenha de revezar a presença com sua parceira. Talvez você ache que vai parir como uma divindade e seu parto seja animal.

Eu não vomito. Odeio vomitar. E depois de anos vomitei seis vezes no trabalho de parto e tudo bem. Não vou me culpar. Eu estava parindo e tudo aconteceu como tinha de ser.

Quando não nutrimos expectativas exageradas e algumas vezes até irreais não nos frustramos. Não culpabilizamos ninguém e saímos leves do parto, sem maiores questões a serem tratadas. E reconhecemos na eventualidade cada gesto de carinho com extremo apreço e gratidão.

A força interior te dá liberdade de parir seus filhos como deve ser, sem figuras externas servindo como ponto de apoio.

A força é de vocês e está dentro de vocês, sempre!

EPI-NO: Tudo o que você precisa saber!

Quem é gestante e deseja um parto normal, certamente já ouviu comentários do tipo:

-Parto normal acaba com a mulher. Você vai ficar larga!

-Eles rasgam tudo, se eu fosse você não arriscaria.

Eu ouvi muitos desses comentários. Disseram inclusive que meu casamento iria acabar depois do parto. O que eu não compreendia é porque isso poderia acontecer já que eu sabia que a vagina é elástica.

A vagina ser elástica lhe dá a propriedade de se distender (esticar) e voltar a sua forma original. Ela é composta por músculos que nós mulheres não fomos incentivadas culturalmente a conhecer.

É chocante constatar que mulheres mais velhas, com muitos filhos acreditam que urina e menstruação saem pelo mesmo lugar. Existe muito desconhecimento anatômico e uma série de inverdades perpetuadas e transmitidas por anos.

Não pactuem com isso. Estudem, se informem como eu fiz. Meu filho nasceu com 4.230kg de parto natural e eu não tive laceração. Três meses depois minha força muscular estava exatamente como era antes do parto.

Como explicar? Foi “sorte”? Existe algo que vocês que desejam parir naturalmente possam fazer durante a gestação para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico? O que realmente funciona? O que é baseado em evidências? O que é EPI NO?

São muitas questões. Primeiro vamos conhecer um pouco a anatomia de nosso corpo.

Vagina

0000u

A vagina é um canal do órgão sexual feminino dos mamíferos, parte do aparelho reprodutor, que se estende do colo do útero à vulva, dirigido de cima abaixo e de trás para frente. A cada lado da abertura externa da vagina humana há duas glândulas de meio milímetro, chamadas Glândulas de Bartholin, secretoras de um muco lubrificante na copulação.

Sendo ela um canal, ela tem começo, meio e fim. Não é um desfiladeiro onde o bebê passa e se perde.

Assim é nosso canal, um espaço virtual feito de músculos que   precisam ser trabalhados durante toda a vida.

Quando você malha certinho, seus músculos não respondem ao estímulo ficando mais fortes e enrijecidos?

Com a vagina é a mesma coisa, inclusive se distendendo não somente durante o parto, mas quando a mulher está excitada e durante as relações sexuais.

 

Como o EPI-NO pode me ajudar?

 

img_6416

0090

epino

Primeiramente o que é EPI-NO? Quando ouvi o nome deste aparelho pela primeira vez fiquei surpresa. Nunca havia ouvido falar dele! Uma amiga me contou que sua doula iria em sua casa orientá-la quanto ao uso.

Curiosa eu queria saber se doía, se tinha algum risco e o que eu ouvi foi que a sensação era realmente diferente de tudo que ela havia sentido. Não incomodava mas era tudo novidade!

A partir da 34 semana eu estava liberada para usar o aparelho e assim o fiz. Sem grandes expectativas em relação à laceração pois tinha ciência de que não há evidências científicas acerca da prevenção efetiva, porém quando falamos de consciência corporal seus benefícios são incontestáveis. Realmente no momento do expulsivo quando meu filho nasceu a sensação foi idêntica.

O aparelho consiste em um balão de silicone ligado a um medidor de pressão, através de um tubo de   silicone com bomba em elastômetro termoplástico e válvula de liberação de ar.

O uso se inicia três semanas antes da data provável de parto e pode se estender até três semanas após o parto.

Seu uso não pode desencadear um parto prematuro, fiquem tranquilas. Ele pode ser usado 1-2 vezes por dia ou mais vezes em mini sessões. Todas essas informações podem ser obtidas através de um atendimento com a profissional que faz a locação do aparelho.

O EPI-NO vai alongar a musculatura perineal e vai  simular o expulsivo, o que somente a massagem perineal não proporciona, o que não impede que ambos sejam realizados.

A parte da mensagem técnica sobre o EPI-NO gostaria de ressaltar que seu uso é um momento de intimidade máxima e ligação com o próprio corpo. Muitas mulheres passaram toda uma vida sem se tocar, sem se conhecer e tem a oportunidade de estarem consigo, sentindo seu corpo, se conectando com seu bebê.

Abaixo, meu depoimento. Como mulher, ciente de que teria um filho grande que com 37 semanas já pesava 3.800kg.

Meu relato:

“Desde que me vi grávida meu desejo era parir naturalmente. E desde que expus esse desejo ouvi muitas mulheres se posicionarem contra dizendo que um parto normal acabaria com minha vagina. Até mesmo com meu casamento.

Não me deixei abalar pois sabia das características anatômicas da vagina. Ela é elástica e sempre tive intimidade com meu corpo. Não fiquei amedrontada mas sabia que determinadas ações podiam trazer mais conhecimento e preparo para meu parto.

O uso isolado do EPI-NO e da massagem perineal podem não ser tão relevantes se a fisiologia do parto não for respeitada.

Um parir verticalizado, sem intervenções, sem Kristeller (manobra onde profissionais sobem na barriga da gestante e empurram o bebê), sem ocitocina (aumenta as contrações artificialmente deixando muito intensas) colabora para a integridade do assoalho pélvico. Temos outros fatores também como a velocidade do expulsivo, puxos dirigidos, enfim. É todo um conjunto que deve ser respeitado.

Com meu EPI-NO em mãos, decidi conversar com ele e comigo mesma antes do uso. Comigo para me liberar, me entregar e confiar.

Visualizei meu canal vaginal como um caminho florido,  que meu filho percorreria até chegar aos meus braços. Estar relaxada e centrada em si neste momento é essencial, pois a tensão contrai os músculos podendo

tornar a experiência diferente do que deve ser.

No parto a lógica é a mesma. Entrega e relaxamento.

Inseri o balão, estava no meu quarto, a luz de velas, com minhas músicas, incenso e sozinha. Diferente da massagem perineal que eu fazia em companhia do meu marido e ele na maior parte das vezes é que fazia comigo, com o EPI-NO optei pelo isolamento. E deu certo! Me acostumei com as sensações novas.

Afirmar 100% que a ausência de laceração se deu devido ao uso do EPI-NO seria imprudente. Meu parto foi totalmente natural, verticalizado, com zero de intervenções. Mas não posso deixar de lado também todo o tempo que voltei meus olhos ao meu assoalho pélvico através das massagens e das sessões com o EPI-NO. Todo dia tinha o meu momento de entrega de corpo e alma.

Eu pari de cócoras, fazendo força com o puxos. Foram três apenas e meu filho nasceu com 4.230kg, 54cm e eu não tive laceração nenhuma. Períneo íntegro.

Como elemento guia de consciência corporal foi fantástico! Realmente o expulsivo simulado nas sessões foi idêntico. Não me assustei com a coroação, com o círculo de fogo.

Como doula disponibilizo o aparelho para as mulheres que acompanho e para aquelas que possuam interesse em usá-lo de maneira independente.

Faço o atendimento esclarecendo todas as dúvidas, relato minha experiência e de outras mulheres que o usaram e de maneira geral sua aceitação tem sido excelente e os feedbacks sempre positivos.”

Bom encontro consigo mulheres! Mergulhem em seus corpos, consciência corporal é um presente em nossas vidas.

Com informação o medo se dissipa. Falsas verdades reproduzidas há tempos não nos aterrorizam pois passamos a ter um olhar crítico sobre o que chega a nós. Tomamos consciência do valor de uma boa assistência, de um parir livre de intervenções e verticalizado.

E o despertar de uma mulher, seu despertar pode mudar toda uma vida.

Permita-se.

 

Relato de Parto Vanessa Meyrelles

00012

Esse é meu relato de parto, escrevi apenas 02 meses depois de parida. Está mais detalhado e mais romantizado.

Nossa percepção muda absurdamente com o passar do tempo, por isso recomendo que escrevam o quanto antes puderem. Ouvi muito da equipe, do marido porque eu não me lembrava de quase nada, eram sensações apenas.

Mergulhem nesse dia comigo!

Meu relato de parto não começa com as contrações, mas sim quando descobri que estava grávida.
Decidimos depois de 11 anos juntos receber nosso filho. Vida mais tranquila, sonhos realizados, chegava a hora da doação. Tanta felicidade em nossa vida não teria sentido se não fosse compartilhada.
Durante esses 11 anos jamais me vi mãe, ninguém compreendia o motivo de eu não engravidar, mas simplesmente não era meu tempo. Por conta disso eu não sabia nada sobre gestação e muito menos sobre parir.
E de repente palavras como puerpério, períneo, contração, violência obstétrica e tantas outras feias e bonitas, com os mais diversos significados se incorporaram a nossa rotina.
Desde de que vi a faixa azul do teste de farmácia ficar mais forte e comprovei pelo beta a gestação, estava decidida a conduzir todo aquele processo da forma mais amorosa e carinhosa possível. Ficamos radiantes com a novidade!
Foi quando a ficha caiu. Descobrimos que a mulher é tratada de maneira desumana e desrespeitosa nos hospitais. Não tem autonomia sobre seu corpo. Terceiros decidem se podem mutilar seu órgão ou extrair seu bebê. Vimos que existe uma indústria do nascimento, onde o nascer fica condicionado a interesses de terceiros. E decidimos buscar uma alternativa.
Foi nesse momento que descobrimos o universo da humanização, nos informamos e optamos por receber nosso filho em casa. Eu estava disposta a enfrentar toda a dor do mundo, pelo meu filho.
Meu marido engravidou comigo. Ia a todas as consultas, sabia de tudo. Nos tornamos um só corpo, uma só alma.
A dor física era irrelevante perto da dor na alma que eu sentiria parindo num hospital de forma desrespeitosa e violenta.
Quando acertamos com a equipe de parteiras uma nuvem de paz pairou sobre nós. Neste caminho tivemos a presença FUNDAMENTAL da Evelyn Amorim que pariu em casa e com todo o carinho do mundo mostrou que nossos sonhos podem se realizar.
Nos acolheu em sua casa, me muniu de informações, vimos o vídeo do nascimento de sua filha. Tudo isso contribuiu para que nossa decisão se fortalecesse ainda mais.
Cada vez que alguém se aproximava de mim e dizia que eu ficaria “larga”, que meu filho teria anóxia, que eu era louca, eu via a família da Evelyn, sua filha saudável e linda e acreditava que sim:
Parir é possível! Parir é divino!
Mesmo com tudo isso não me sentia fortalecida suficientemente. Foi quando tive um sonho lúcido. Eu estava numa reunião com gestantes, num lugar maravilhoso em meio a natureza. No final a orientadora me chama e diz que está tudo certo no astral, que eu preciso apenas confiar em mim e no meu corpo que tudo daria certo.
Depois desse sonho nada mais me fez desistir da idéia de fazer um parto domiciliar. Fiz as pazes com a possibilidade da morte, porque sim, parto é vida e morte, vidro e corte. Decidi pautar minha decisão pelo amor e não pelo medo.
Assim mergulhei no sagrado feminino. Com os conhecimentos que adquiri me conectei com a mulher ancestral dentro de mim, a que vive escondida. A mulher ancestral é parideira, benzedeira, forte e acolhedora. E era ela que seria a protagonista do meu parto.
Durante a gestação mergulhei fundo no meu corpo. Me mantive ativa, a mente com pensamentos positivos. Foquei mais na parte espiritual. Pedia muito para a espiritualidade me conceder um parto respeitoso.
Também no tempo certo usei o Epi-no e fiz as massagens perineais.
Dia 29/01/2015 minha madrugada foi diferente. Intuitivamente eu sabia que a hora do Álvaro estava chegando.
Nesta semana arrumei a casa, fizemos umas compras, mas já notava que meu corpo pedia descanso. Não conseguia mais dirigir, até namorar estava complicado porque as contrações de treinamento estavam mais frequentes e doloridas, porém sem ritmo.
A necessidade de recolhimento estava cada vez mais forte.
Embora eu tivesse plena consciência de que a gestação pode chegar nas 42 semanas, sabia que eu receberia o Álvaro entre 39 e 40 semanas lunares. Meu ciclo era super regulado e nós sabíamos certinho o dia da concepção.
Não me apeguei a números, era apenas sinais que apoiavam o que eu já intuía.
No dia 28/01 as contrações estavam doloridas. Pedi que minha mãe ficasse comigo. Ela veio, passamos a tarde assistindo novela e comendo bolo. Fiz algumas coisas em casa, mas já me curvava quando as contrações apareciam.
Com o fim da tarde ela desapareciam e na madrugada retornavam com força total. A madrugada do dia 29 foi punk. Contrações fortes que me deixavam nauseada. Eu sou super resistente a dor. Não vomitava há anos. Para eu sentir náusea já via que de fato a contração era bem forte. Por conta da minha resistência a dor fico sem parâmetro para comparar se elas estão fortes ou não.
Neste dia 29 eu marquei cabelo e unha. Por conta disso meu marido foi trabalhar sem carro. O combinado era que ele ficaria com o carro durante a semana caso o trabalho de parto engrenasse e ele pudesse voltar a tempo do trabalho.
Mas eu não fui ai salão, claro. As contrações começaram a ritmar. Minha mãe veio em casa e disse que eu iria parir, que aquelas contrações não eram só de treinamento.
Baixei um programa um dia antes e fui checando o ritmo delas. Começaram de 12min em 12min com duração de uns 40 min.
Neste mesmo dia a Gisele uma de minhas doulas veio em casa de manhã. Conversamos, ela montou a piscina, foi embora e eu segui meu dia com limitações, mas sem sofrer em nenhum momento.
De manhã falei com a fotógrafa, ela intuía que eu ia parir logo. Eu também, mas nunca imaginei que naqueles momentos eu já estivesse a caminho do encontro com meu filho.
A tarde decidi ficar na cama. A casa estava arrumada e eu precisa relaxar. Mas tive que ficar de olho nos contrações, porque de 12min em 12min elas caíram para 10min em 10min e cada vez mais fortes.
Lembrando que dor não é sofrimento. Fiquei com meus gatos, recebendo as contrações e esperando meu marido chegar. Até ai eu estava nesse mundo, nesse planeta. A partir das 19:00 eu comecei a sair de mim.
E foi ai que elas começaram a ritmar bem. O intervalo entre elas estava de 8min e a duração maior.
Meu marido chegou e foi recebido com uma contração master. Foi ai que eu vomitei, mas mesmo nesse estágio ainda conseguia pedir um balde e ficava com ele pertinho de mim.
Vomitei seis vezes.
Neste ínterim as doulas maravilhosas chegaram em casa. A Gisele e a Evelyn foram meus anjos, nesse estágio eu já estava com os reflexos comprometidos, conseguia ouvir suas vozes, mas já tinha muita dificuldade para falar.
A piscina começou a ser enchida. E as dores aumentavam exponencialmente. Mas eu levava numa boa. Preferia todas elas a ter que sentir o cheiro de hospital. A ter de ser tocada como um saco de carne por estranhos com outras preocupações ali que não fossem eu e meu filho. Qualquer dor física supera a dor na alma.
Inclusive um trato que fizemos, eu e meu marido foi de que eu não seria transferida em hipótese alguma para receber analgesia. Ele poderia me amarrar, eu poderia implorar, mas não sairia de casa para isso. Ele concordou.

O manejo do trabalho de parto foi sensacional. A noite caia e as luzes amarelas de casa me acolhiam. Pedi para desligar tudo.
Como moro em apartamento algumas coisas começaram a me irritar muito. O barulho das louças batendo na cozinha chegavam a mim como uma bateria de escola de samba. A piscina sendo enchida, o Mário com um passa passa de balde também me irritou demais, então dei tchau galera e fui pro meu quarto.
Eu e meu marido.
Fechei a porta e ficamos lá, não sei por quanto tempo. Ai eu me recuperei. Tudo escuro, tranquilo eu consegui me conectar comigo mesma.
Foi quando as dores que para mim iam numa escala de 0 a 10 chegaram a 20. Ganhei muita massagem neste período, era seis mãos em mim, o que foi fundamental. Palavras carinhosas da Gisele, da Evelyn me fizeram seguir meu caminho.
Mas foi nas mãos do meu marido, com sua força que eu sentia toda a energia. Sentia todo seu amor, toda nossa história. Era como se nossa alma se conectasse sem palavras. Apenas com o toque das mãos.
As dores se intensificaram bastante. Foi quando as parteiras lindas e amadas chegaram. Eu já sabia que estava próximo.
Com a consciência corporal adquirida com o uso religioso do Epi No e das massagens perineais sabia que algo estava diferente. Parecia que eu estava abrindo e era ósseo, muito diferente a sensação.
Nesse momento senti uma pressão e fui ao banheiro, achei que iria evacuar, mas minha bolsa rompeu. Vi meu tampão mucoso, a Fernanda veio e confirmou o rompimento da bolsa.
Eu pedi então que ela fizesse o toque. Ela perguntou se eu queria saber a dilatação e eu disse que sim.
Foi quando ela disse que eu estava com 08cm e colo fino!
Levantei RADIANTE e fomos para a sala contar a notícia! Super comemoração! Aguentei até 08 cm firme, finalmente entraria na piscina.
A piscina já estava quase cheia mas a água tinha esfriado. Foi então que o excesso foi tirado e as meninas lindezas da minha vida repunham com água quente.
Ali senti um alívio imenso mas gostaria que a água cobrisse minha barriga. Não me esqueço da Olívia com uma jarra jogando água continuamente nela, isso me aliviou muito, porém eu não achava posição confortável nela. Ficava de lado, tinha a impressão que se eu sentasse iria esmagar a cabeça do meu filho.
E ai o trabalho prosseguiu. Sei que ganhei sorvete, chocolate, suco de maçã, salada de frutas. Não sei a ordem dos fatos mas não me faltou apoio em nenhum momento. As doulas e meu marido foram fundamentais para trilhar este caminho. Fazendo uma analogia eles seriam como calçados. Eu percorro o caminho, mas com o melhor calçado tudo fica melhor e mais prazeroso.
Em dado momento comecei a sentir as contrações muito doloridas. Já estava com a consciência alterada, recordo de ter urrado três vezes, como nunca fiz na vida e nem sei se faria.
Urrado. Não foi gritinho, foram urros guturais, do fundo da alma. Achei que eu fosse despedaçar, aquela foi minha hora da covardia, mas ali vi meu corpo se abrindo e quando a gente acha que não vai mais suportar, o nascimento acontece.
Eu sai da piscina, me contorci brutalmente com essa dor, foram três pessoas me segurando…Quando ela passou.
Não sei se antes ou depois eu senti a cabecinha do Álvaro. Senti seus cabelinhos e me emocionei demais. E ali decidi comigo mesma que nada faria eu desistir.
Eu sei que a Gisele apareceu na frente da piscina para fazermos um rebozo. A Fernanda tinha feito o toque eu eu saquei…o Álvaro está encaixado, já sabíamos, mas não deve ter girado legal. Eu já tinha relaxado por uma hora na piscina, vi pelo CD que tinha acabado. A nossa hora havia chegado.
Na piscina eu senti dois puxos, respirei e não fiz força junto. Mas não impedi. Senti eles virem e irem embora como ondas.
Até então não havia feito força nenhuma vez. Eu não queria laceração e sabia que fazer força fora dos puxos era besteira. Também não me desesperei, sabia que o Álvaro tinha seu tempo para vir e que não adiantava eu forçar.
Enfim, durante o rebozo recebi uma comunicação espiritual. Aquela era minha hora de aproveitar a onda (puxos). Ele estava perto, bastava eu agir.
A Gisele terminou e eu ajoelhei e abracei meu marido que estava no sofá. Fechei os olhos e me permiti. Quanto mais relaxada estivesse mais fácil seria o expulsivo e menos probabilidade de laceração eu teria.
Tudo isso ali na minha cabeça, podia estar mais louca que o Batman mas meus movimentos eram friamente calculados rs.
Ajoelhada (pobres joelhos) eu senti um puxo e fiz força. Foi quando eu senti ele escorregar no canal vaginal. Senti o círculo de fogo igualzinho no Epi-no! Verbalizei isso!
Enfim, ele estava ali!
Nessa hora a Fernanda me contou que eu pedi (gritei) para tirá-lo e ela disse para eu aguardar a próxima contração.
Ela veio forte. Aproveitei e fiz mais uma força, o pescoço saiu. Mas até então eu tinha voado para a cadeirinha de cócoras para verticalizar mais. E veio outra, fiz outra força e o Álvaro nasceu!
As 02:27 meu filho reencarnou. A Fernanda segurou ele e eu como um bicho doido pra pegar a cria tomei dela, abracei meu filho cheiroso, levantei sozinha e fui pro quarto.
Agora de onde eu tirei força pra tudo isso eu não sei! Foi mágico!
No expulsivo eu me vi num azul profundo, com um jato de luz azul mais claro sobre mim. Me senti no meio do Universo, foi a melhor viagem da minha vida!
Acredito que não conseguiria num ambiente hospitalar. Aqui em casa sutilezas me fortaleciam. Poder usar meu banheiro, sentir a textura conhecida da roupa de cama, os cheiros. Vozes e olhos amigos, meus quatro gatos rodeando…E o cheirinho de café sendo passado pela minha mãe. Não tomo café, mas quando senti aquele cheiro fui pra minha infância, pro mato, pra um monte de lugar.
Inesquecível.

Mulheres, confiem em sua intuição, cerquem-se de uma equipe excelente como eu fiz. Além de procurar pessoas competentes, me vinculei a eles. Porque parto é entrega. Parto traz a tona uma mulher selvagem que muita gente nem imagina existir. Essa mulher chora, grita, urra, vomita, morde. Ela é guerreira, leoa, lutadora. Faz tudo pela cria. Confiem nela.
Se libertem de travas mentais, não acolham histórias alheias da prima da vizinha. Aceitem qualquer desfecho, seja ele qual for. Sejam gratas. O Universo se encarregara do resto.
Outra coisa, na medida do possível cooperem com a equipe. Chega uma hora que é difícil falar, mas dizer onde prefere a massagem, que tipo de bebida querem, qual posição ajuda muito. Isso se chama sintonia.
Para finalizar, para cutucar o sistema que tanto nos amedronta, eu PARI, um bebezão de 4.230kg. Com períneo íntegro, sem laceração nenhuma!
Parir é divino, não permitem que ninguém roubem isso de vocês.

Não use a palavra DOULA. Desista.

11143518_857630650989665_1395199806347635560_n

Se você pensa em usar o nome doula para promover uma modalidade de trabalho  descomprometida com a humanização do parto, desista.

Você não é doula. Procure outras palavras: Acompanhante, cuidadora. Invente! Personal pregnant! Partner, gourmetize qualquer outra palavra, mas não use a palavra doula. Não trabalhe e se identifique como doula. Não procure distorcer o trabalho da verdadeira doula ou tente dar outro sentindo ao que ela já possui.

Se você pretende trabalhar de maneira que não seja pactuada com a intenção de humanizar o momento do parto, respeitar o protagonismo da mulher e fazê-la soberana diante de sua vontade de parir, desista. Faça o que quiser mas não use a palavra doula.

Se você deseja trabalhar de maneira a priorizar instituições e políticas pessoais partidárias, desista.  Não use a palavra doula.

Se você enxerga a mulher que gera como um cifrão, uma presa fácil, um ser vulnerável que quer apenas sentar em círculo em cima de um colchonete e participar de um chá com sorteios no final de uma tarde amena, por favor use outra palavra para identificar suas atividades. Faça o que quiser, o que sua ética guiar, mas não use a palavra doula.

Doulas são servas. Dão apoio físico e emocional antes, durante e após o parto. E parir é bicho feio no Brasil. Parir com respeito então! Raridade.

Quem quer parir precisa lutar e doulas são ponta de lança nesse processo de luta, da humanização do nascimento.

Doulas não são aproveitadoras que enxergam nesse desejo um segmento propício apenas para ganhar dinheiro. Por que são doulas. A isso damos o nome de oportunistas.

Essas sim se apropriam, fazem usos e abusos desse nome. O utilizam, se identificam, pegam o bonde da humanização e querem andar na janelinha sem estarem vinculadas com os pilares que sustentam esse movimento.

Se você tem esse lema consigo, tudo bem.  Venha como um trator arar o solo sensível das fêmeas que desejam parir. Venha com sua imensidão e comercialização de eventos. Seja a megastore da humanização.

Chegue desapropriando as mercearias e se estabeleça como um grande hipermercado do nascimento de bebês. Suas luzes brancas e frias e seus corredores imensos e sem fim mostrarão o objetivo a que vieram.

E depois de um tempo ficará claro que as pequenas vendas, os cafés de uma porta só, as mercearias continuarão de pé porque tem consistência. Tem consciência. Tem ativismo, seja no megafone, seja nos postos de saúde, seja em palavras ditas ou escritas. Tem coerência. Tem estatísticas.

As fêmeas que querem parir têm astúcia. Faro aguçado, instinto a flor da pele. A luz branca de seus corredores vai incomodar porque elas querem delicadeza ao terem a terra de seus corações aradas.

Querem olhos nos olhos, abraço. Aconchego. Discurso e prática. Sua sombra tem 04 patas é selvagem e seu uso e abuso de práticas não sedimentadas com a humanização, mesmo usando o nome de um elemento que existe apenas nele ficarão claros.

Então desista. Faça o que quiser, mas não use o nome doula.

Doula não é um chaveiro caro que você pendura numa bolsa. Doula é luta. Doula não é perfumaria. Se você quer um plus a mais para o nascer do seu filho, para falar para as amigas, procure uma acompanhante e não uma doula. Porque doulas tem outra função, outro objetivo, outro cenário.

Ficou claro qual o objetivo de uma doula?

Se ficou e você é uma doula de verdade, insista. Senão, por favor. Desista.

Meu parto, a dor e eu – Danielle Brito

Relembrando o dia em que descobri uma força interna que jamais imaginei possuir.
Relembrando o dia em que descobri uma força interna que jamais imaginei possuir.

Hoje teremos duas contribuições sobre a percepção de dor no parto para encerrarmos os relatos desse mês. Continuo recebendo relatos de outras guerreiras que serão postados posteriormente para po encorajamento de outras mulheres.

O relato da Danielle é um lição de garra! É rico pois ele se iniciou em casa num parto domiciliar planejado e finalizou no hospital para onde foi transferida.

“O que eu mais amei em meu parto foi que não senti raiva da dor em momento algum, pois eu sabia que aquela dor era necessária para trazer meu filho, era por um bom motivo, era pra dar vida! Apenas pedia para que fosse logo, isso sim foi difícil, claro!

Me alimentei pouco, ingeri pouco liquido, não tive vontade de fazer xixi nem coco (ou não me lembro) era difícil achar a posição confortável mas as que me senti melhor foi sentada na bola embaixo do chuveiro e de joelhos apoiada, mas essa não dava por muito tempo.

Tentei técnicas de respiração, me esquecia ás vezes de conversar com meu filho, mas a doula foi super importante principalmente nesses momentos. Medo, senti apenas na hora em que haviam passados 23 hrs de trabalho de parto totais, e meu filho ainda não estava nos meus braços, e eu recebia o alerta das parteiras, pois eu já estava exausta, por conta de não ter descansado desde o começo do trabalho de parto (as colicazinhas, que começaram perto das 04:00 do dia 04) ate a hora que ele realmente nasceu (03:48 do dia 05).

Mas infelizmente o que desencadeou esse cansaço foi uma dor diferente, tive uma especie de câimbra na perna direita e estava na banqueta de parto e fiz uma força bem nessa hora, fisgou meu nervo ciático e minha perna direita simplesmente não funcionava mais, após isso toda força era em vão para ajudar o Bernardo descer, assim eu sentia apenas dor na perna que subia e multiplicava por todo o quadril.

A transferência foi necessária, após aplicação da analgesia, fiz apenas duas forças e ele nasceu”

Didática contra o sensacionalismo

553354_10205363257513296_468432433633626598_n

Ana Cristina Duarte nos presenteou com uma didática incrível sobre o trabalho de parto.

Me sinto na obrigação de partilhar! Enquanto a mídia oferece informações enviesadas e nebulosas, ela nos entrega de bandeja informações reais e transparentes.

Você escolhe em qual prato vai comer.

1) Pródromos de trabalho de parto: fase inicial antes do trabalho de parto, que não conta como tempo de trabalho de parto. É caracterizada por contrações sem ritmo, de duração variada, com intervalos acima de 5 minutos, normalmente chegando a 10 minutos ou mais (pode durar de algumas horas até alguns dias)

2) Trabalho de parto: contrações ritmadas a cada 3/4 minutos com produção de alterações no colo do útero (começa com fase latente). Pode durar de algumas horas a 12 horas para uma gestante que está tendo seu primeiro parto normal

3) Fase Ativa do trabalho de parto (fase em que é necessária a presença de um profissional de obstetrícia e avaliação contínua do bem estar fetal): contrações ritmadas de pelo menos 1 minuto de duração, com intervalos de 3 minutos E pelo menos 5 a 6 cm de dilatação. Pode durar de algumas horas a 8 horas para uma gestante que está tendo seu primeiro parto normal.

4) Cesárea por falta de analgesia: um tipo de cesariana desnecessária.

5) Doula: profissional que acompanha sozinha a mulher durante os pródromos e/ou fase latente do trabalho de parto, e depois de iniciada a fase ativa com o restante da equipe (enfermeira obstetra ou obstetriz ou médico obstetra) até o nascimento do bebê.

6) Complicações mais presentes em trabalho de parto de baixo risco: sinais de possível sofrimento fetal (monitorar e se necessário, cesárea), parada de progressão (induzir e se preciso também fazer analgesia), desproporção céfalo pélvica (cesariana).

7) Razões mais frequentes para transferência de um parto fora do hospital para um parto hospitalar: necessidade de analgesia (peridural para parto normal), parada de progressão (precisa usar ocitocina), necessidade de avaliar bem estar fetal (cardiotocografia para ver se o bebê está bem se a ausculta intermitente não foi suficiente para avaliar). Mais raramente: sinais de possível sofrimento fetal.

8) Complicações mais presentes em cesarianas: hemorragia e choque durante a cirurgia, hemorragia e choque após a cirurgia (por atonia ou sangramento interno), infecção.

9) Parto humanizado: parto com respeito e com observância das recomendações da OMS e evidências científicas. Pode ser feito em hospital, casa ou casa de parto.

10) Parto domiciliar: parto em que o nascimento do bebê acontece no domicílio.