Animais e bebês! Amor possível e infinito.

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Quando engravidei ouvi muitas coisas referentes a animais e bebês. O mais incrível é que as observações mais negativas não foram solicitadas.

Sou amante da natureza. Dos animais. Consigo sentir a vida de uma árvore, de uma flor. A energia deles me revitaliza. O mesmo se dá com os animais.

Nunca me vi no direito de virar as costas, de ignorar um animal simplesmente por ser humana. Os trato com respeito e amor. Animais tem sentimentos, se alegram, se entristecem. Sentem fome, frio, sede.

Eu tenho 04 gatos! Imagine o que eu ouvi!

Se as previsões se confirmassem meu filho teria inúmeras alergias, um gato já o teria esquartejado-o durante o sono. Minha barriga seria atacada, eu teria toxoplasmose.

E para resolver coisas que ainda NÃO aconteceram a solução seria doar os gatos assim que meu filho nascesse.

Eu cedi a pressão social? Aos olhares tortos e reprovadores?

NÃO!

Meus 04 filhos felinos ficaram onde devem estar: Na minha casa e no meu coração.

Durante a gestação eu não limpava o pipicat, meu marido fazia isso por mim. Fiz vários testes para a detecção da toxoplasmose e todos deram negativo. Seis anos de contato com gatos e eu estava saudável.

Meu parto foi domiciliar e um dos motivos foi poder passar o momento mais importante de minha vida ao lado dos meus gatos. Eles assistiram tudo. Assim que meu filho nasceu o Bituca veio conhecer. Uma hora depois todos estavam ali conhecendo o novo membro da família.

E depois, né?

Depois tudo fluiu naturalmente. Restringi acesso ao meu quarto durante a noite no primeiro mês e fui liberando aos pouquinhos no segundo. Mesmo tendo toda a atenção voltada para o meu filho, meu marido me ajudava a agradar nossos filhos peludos. Meu filho dormia e eu corria na varanda chamando os gatos para o solzinho e o cafuné.

O Álvaro foi adotado pelo Bituca, nosso gatinho preto. Ele é o guardião, faz círculos em volta do Álvaro quando algum desconhecido se aproxima. É super carinho e companheiro.

Toca o Álvaro com o maior cuidado, na pontinha das patas.

Eu supervisiono eles sempre. Tanto para que nenhum gato se acomode de forma a impossibilitar a movimentação e respiração do meu filho -não é por mal- gatos gostam de calor, ou do meu filho que agora descobriu que tem mão e tudo que passam por elas é apertado ou puxado, para não machucar nenhum gato.
De resto é só amor, o mais puro e sincero compartilhado. Vejo cenas que me fazem chorar de tanta emoção.

Se abram e vejam que linda a interação entre um bebê e um humano.

É um presente que uma sociedade fria e higienista tirou de nós.

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