Relações familiares cármicas

entradafazendaMuitos fantasmas, falsas verdades rondam as relações familiares.

A maioria desses saberes universais tem o objetivo exclusivo de abafar, restringir e manter a ordem e harmonia familiar, custe o que custar. Custe até mesmo o sofrimento de seus integrantes.

É sabido que formações familiares são concebidas em grande maioria tendo em função resgates cármicos o que faz com que cedo ou tarde determinados conflitos surjam. Dói, é difícil aceitar que determinadas situações aconteçam com nosso consentimento pretérido, mas é assim que costuma funcionar. Enquanto não ascensionarmos, não alcançarmos outros graus evolutivos estaremos em tese presos do carma, nas relações de causa e efeito.

E laços familiares são os mais fortes que podemos ter nessa vida, do mais, basta um pedido de demissão, um afastamento intencional para conscientemente nos livrarmos do que nos causa sofrimento.

O interessante de permitir que a iluminação espiritual guie minha vida é que minha percepção acerca deste assunto se amplificou e junto com ela o conceito de gratidão familiar também.

A sociedade execra o membro familiar que por motivos vários decide se divorciar ou se afastar de sua família. É tratado como um herege ingrato desprovido de qualquer sentimento nobre. Sim, afastamento parental consciente e intencional costuma ser algo visto com péssimos olhos, principalmente em nossas terras latinas onde temos uma educação rígida que costuma ver a família como um monolito e não como membros individuais, com anseios diversos e num grau evolutivo e em alguns casos intelectual completamente diferente um dos outros.

Vou dividir minha abordagem sobre como podemos lidar com conflitos familiares fortes e recorrentes de maneira corajosa, amorosa e independente, que preserve também nossos limites pessoais.

Como a família surge?

As famílias se unem essencialmente para resgates cármicos. Existem famílias afins, unidas, com um grau evolutivo similar, que juntos tem a missão de evoluir e disseminar amor. O respeito, a cordialidade imperam e essas pessoas já se libertaram das relações de causa e efeito e podem inclusive se manterem próximas mesmo depois de sua missão corpórea na Terra findar. Se juntamem outros planos.

Já outras famílias se unem para que resgates cármicos sejam realizados. Dai vemos os casos de rejeição – mães que odeiam filhos e vice-versa- conflitos e desarmonias.

Recebemos como mecanismo evolutivo o véu do esquecimento, porém nosso subconsciente armazena todas nossas impressões pretéritas que com o  desenvolvimento da personalidade, falhas de criação acabam se revelando.

A lição primordial a ser ensinada nesses casos é o amor e o perdão. Sem amor demonstrado por ações que envolvem muito de nossa doação pessoal não existe evolução e esses laços se fundem fazendo com que os envolvidos fiquem em desajustes por séculos, consequentemente se encontrando até que seu processo evolutivo progrida.

Nesses casos a configuração familiar pode ser alterada em cada reencarnação. Quem hoje é mãe pode voltar como filha numa outra vida e  se a rejeição é muito intensa a ponto da rejeição atingir o biológico fazendo o casal declinar de gestar, a adoção costuma ser uma opção para o ingresso do novo membro na família.

A família se formou. E agora?

Família formada, filhos, criação igual com resultados diferentes. Bem vindos a vida, a individualidade e a ciência de que somos instrumento para a evolução aqui na Terra e que não temos posse de ninguém.

Sendo agraciados com o livre arbítrio, formamos nossa família, geramos nossos filhos e o criamos, abdicando de muitas coisas em prol deles.

Revestidos de amor é justo cobrar gratidão de maneira tóxica por fazermos o que qualquer ser humano com sentimentos e responsabilidades fariam que é prover afeto e cuidados materiais para um ser que NÓS quisermos colocar no mundo?

É justo cercear sua liberdade, tolhir da descoberta de seu eu, sua essência, sua personalidade para que fiquem condicionados a uma relação  hierárquica que existe apenas nesse plano material?

É justo chantagear emocionalmente os filhos usando uma submissão que se traveste de gratidão?

Não! E esses são um dos maiores desafios que nós pais aqui na Terra temos que lidar. Desses pensamentos surge todo o alicerce que insere culpa nos filhos que decidem trilhar seus próprios caminhos.

Sendo uma das grandes causas de desarmonias familiares, pais que   acham que seus filhos são eternamente ingratos, filhos que cobram perfeição dos pais, não fazem a leitura de que pais são pessoas com medo, falhas e que também estão aqui junto de nós para aprender.

Quando a submissão se traveste de “honrar os pais”

Esse preceito bíblico de honrar pais e mães é interpretado de maneira muito generalista, tóxico e abusivo em alguns casos.

Muitos entendem que essa honra significa anular-se completamente. Significa seguir a mesma configuração familiar e jamais ser uma contracultura. Essa honra chega muitas vezes a bloquear a liberdade que o indivíduo tem de reescrever sua própria história e romper com dogmas pesados de sua ancestralidade.

Percebam que você é composto por seu avô, sua bisavó. Somos fragmentos, somos eles, somos um. Temos tendências fortes ancestrais que não necessariamente fazem parte de nossa composição consciencial primária, essa sim é pura, iluminada fonte de paz e amor.

Essas tendências vão se manifestar em muitos aspectos de sua vida, reforçadas por uma visão aqui e agora e puramente biológica de nossa existência.

Trejeitos de fala, reatividade, afetividade, histórias de abandono e abuso parecem ser fadadas a repetição em certas famílias, perpetuando quase que de maneira automática todo o ciclo de sofrimento.

“Minha mãe fez assim e assado, então farei assim com você também” são atitudes em alguns casos não verbalizadas e praticadas mesmo que não intencionalmente que reforçam o padrão da transferência ancestral de comportamentos. Percebam que existem famílias frias por gerações. Famílias esquentadas, outros tranquilos. Quando um membro decide reescrever sua história por estar num grau evolutivo espiritual mais avançado costuma ser recebido com maus olhos. Seria um apontamento invisível para o ego que se sente atacado, porque interpreta situações de mudança, progresso como um:

-Você está errado. Vou fazer melhor.

Quando na verdade não é nada disso. Consciências presas nas dimensões mais baixas e revestidas pelo ego costumam ter uma protetividade muito grande, se somarmos as experiências individuais que reforçam as camadas de personalidade, fica quase impossível a harmonia. O ego ama a si próprio, protege a si próprio e só vê seu umbigo. Não enxerga sutilezas e como se fosse uma borboleta no casulo, qualquer interação mais direta pode matar completamente uma relação que por conta das constantes desarmonias se encontra mutilada. Pode acabar. Assim como a borboleta que se ajudada a sair do casulo, morre.

O que a sociedade diz sobre isso?

O senso comum prega que a família é o bem maior, devemos suportar todas as provações, nos mantermos unidos até que a morte nos separe. Qualquer coisa, qualquer passo de dança fora desse script leva a pessoa a categoria de vilão (ã).

O que a luz prega?

A luz, centelha divina, criadora, amorosa prega o amor. Só o amor é capaz de sedimentar harmonia genuína entre as pessoas. E sabemos que temos níveis evolutivos diferentes. Uns são rancorosos, vingativos e guardam ódios por séculos. Não sabem amar.

Nesse caso a vida vai ensinar, por intermédio da dor ou do amor. Não é você ou eu que vamos mudar paradigmas de uma outra consciência. Certas portas se abrem para dentro apenas. É o famoso despertar, diminuir a força do ego em nossas vidas, baixar a protetividade, ouvir mais, acolher. Doar.

Essas características podem demorar vidas para germinar e não somos nós que vamos forçar esse crescimento. Seja filho ou pai, lembrando que essas são hierarquias usadas no modelo terrestre.

Vale a pena se desgastar, se despedaçar porque a sociedade de maneira limitada entende que nossa vida precisa e deva ser um comercial de margarina?

Vale a pena deixar de entender lições que até mesmo os desajustes nos passam?

Tudo em nossa passagem é um aprendizado.

Como libertar-se de carmas e ter uma existência plena?

A base para rompermos a roda dos carmas familiares é não contrairmos mais débitos, praticando o perdão e o amor. Sim é muito difícil perdoar quem nunca nos pediu perdão ou que mesmo depois desse continua nos magoando sucessivamente, mas devemos nos lembrar que o perdão beneficia primeiramente aquele que perdoa. Liberamos energia negativa e deixamos nosso coração livre para receber bênçãos. Perdoando liberamos cargas emocionais e direcionamos nosso pensamento para coisas positivas e que vão nos impulsionar nesse caminho evolutivo.

O perdão não precisa ser presencial. Pode ser através do pensamento. Perdoe e se livre da sombra psicológica que relacionamentos tóxicos e abusivos costumam deixar. É como se fosse uma fuligem em nossa alma.

Perdoando a ressonância negativa é interrompida, fazendo com que você se livre dos laços energéticos perturbadores que podem se estender independente da distância geográfica ou até mesmo depois da morte.

É aquela mágoa, aquele rancor, aquele gosto amargo na boca.

Perdão, perdão, perdão. Sempre!

Como minha evolução espiritual pode afetar meus relacionamentos familiares?

Quando despertamos consciencialmente nossa postura de vida fica alterada. Ficamos mais serenos, saímos da programação andróide que é estudar, trabalhar e ter coisas e passamos a ser mais incisivos e questionadores.

Deixamos de ter medo de emanar luz, mesmo que em volta seja escuridão. Expomos nossos desejos, nossa essência com mais segurança. Conforme o padrão vibracional aumenta mudamos naturalmente nossa alimentação, padrão de ingestão de bebidas alcóolicas, relação com nosso corpo, vestimenta, educação e criação dos filhos. Isso pode chocar toda uma família fazendo com que se sintam atingidos no ego por mudanças de filosofia de vida.

Ao invés de reproduzir um modelo familiar, você cria o seu de acordo com seus desejos. Pode optar por uma profissão que lhe dê mais tempo livre e menos retorno financeiro, pode optar por uma moradia menos sofisticada mas em contato com a natureza, pode optar por não criar seu filho nos moldes tradicionais. Isso assusta e afasta os familiares que ainda não estão preparados para vivenciar essa transição e transformação.

E se sua mente estiver programada no modo SOCIEDADE você terá grande propensão de se culpar, de se sentir errado por não estar próximo de sua família ou até mesmo de recuar para ser aceito.

Como lidar? Precisamos falar sobre isso. APEGO.

A família deveria ser um veículo para um ser desenvolver suas potencialidades, ter suas necessidades materiais supridas tendo uma troca afetiva e emanações de amor. Com os pais cientes de que são tutores de seus filhos, que eles possuem seus desejos e suas lutas e que portanto não são deles. Biologicamente foram gerados, mas precisam e devem seguir seu caminho sem apego.

Esse apego a regras pré estabelecidas, totalmente massificadas que coloca todo indivíduo de maneira polarizada -bom ou mau-  faz com que muitos aguentem relações tóxicas e abusivas por anos. Filhos que são assediados psicologicamente, fisicamente por seus pais ou vice versa. Faz com que membros da família busquem um afeto que nunca receberão. Faz com que nós não aceitemos o outro como ele é com seus defeitos e qualidades, mas que num esforço irracional o forcemos a ser como nós queremos só para dai então exercitarmos nosso amor e compreensão. Isso está errado.

Nada nos impede de romper padrões negativos de ambos os lados. É o fim do carma, é leveza é liberdade. É amor. Quando a incompatibilidade energética é gritante de tal forma que mesmo em silêncio nos sintamos acuados pela presença alheia é hora de perdoar, nos afastar e seguir em frente.

Atitudes dessa natureza nada tem a ver com ingratidão, mas sim com preservação de nossos limites pessoais e libertação. A VIDA É FLUÍDA, novos cenários são criados para nosso projeto aqui na Terra. Teremos muitos pais, mães e filhos. Muito a aprender, o apego a estas normas irracionais de relacionamento apenas contribuem para o desgaste e desmoronamento de relações pessoais que já se encontram frágeis.

Podemos não ser os melhores pais, mães ou filhos mas jamais poderemos deixar de ser felizes por relações tempestuosas entre familiares na Terra. A harmonia precisa existir dentro de nós, é do nosso interior que brotam a luz e o amor que nos conduzem a evolução.

Façamos as pazes com nosso interior nos libertando de mágoas, carmas pesados e padrões negativos de viver.

 

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Sobre auto perdão e não merecimento.

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Semana passada tivemos um princípio de incêndio na cozinha. Fora a limpeza que foi pesada, não tivemos dano nenhum.

Meus vizinhos ajudaram, realmente as labaredas alcançaram o teto, tudo ficou escuro. Fiquei super assustada, coloquei o meu filho na garagem, procurava os gatos e pedia socorro.

Por que? Por falta de atenção, cansaço ou incompetência. Rotulem como quiser. Liguei a boca errada, ao invés de cozinhar os alimentos, foi a chama de uma panela com óleo que acendeu. Eu não conferi, precisava trocar meu filho urgente.

Quando falamos de bebê tudo é urgente e lá vamos nós fazer tudo e salvar o mundo. Deu no que deu.

Limpeza feita, tudo resolvido me restou uma sensação aterradora de culpa que eu não sentia há muito tempo.

Não me achava merecedora de sair, mesmo estando super cansada. Me senti grata, pois apesar de ter jogado três baldes de água para apagar o fogo a panela não explodiu. Não sofri queimaduras e nem fiquei cega. Estava inteira e totalmente culpada.

Esse sentimento me auxiliou nesse processo todo? Não, nem um pouco. Me colocava cada vez mais para baixo. Podia, ter evitado, podia isso, podia aquilo. Mas aconteceu. Acontece. Pessoas falham.

É uma situação que não estamos preparados, mas fatalidades causadas por erro nosso podem ocorrer. Podemos nos envolver em acidentes graves quando pegamos o carro para comprar pão. Podemos morrer afogados, podemos magoar nosso colega. Em algum momento de extrema pressão e desespero podemos ser antiéticos conscientemente. E nos arrepender depois.

Penso nos profissionais de saúde que após anos de prática equivocadas reveram seus conceitos e seu modo de trabalhar.

Quantas episiotomias? Quantas manobras inadequadas? Quantas condutas feitas num passado recente, abolidas no presente?

E como conviver com a culpa? Como lembrar de tantas mulheres cortadas e suturadas sem a menor necessidade?

É ai que entra o auto perdão, o que é mais difícil para nós. Perdoar já é difícil, quando o perdão é direcionado a nós parece praticamente impossível de ser concedido.

E precisamos nos perdoar diariamente. A ausência desse auto perdão nos faz acumular peso, culpa e isso bloqueia e inviabiliza nosso progresso espiritual. Nunca estaremos satisfeitos com nossas conquistas. Nunca nos acharemos merecedores dos frutos bons que iremos colher.

Viveremos nos sabotando, alguma vez de forma clara e indireta e outras vezes de forma indireta como uma auto punição ad eternum. São aqueles comportamentos nocivos, excessivos que acabam por drenar toda a nossa luminosidade divina.

Para se auto perdoar diga:

Eu me perdoo. Eu errei e me arrependo. Somos humanos falhos, aprendi com minha falha, eu me perdoo. Estou na Terra para evoluir, para aprender com os ensinamentos superiores.

Que todo o sentimento de culpa se transforme em gratidão. Que todo o egoísmo, rancor e ódio sejam eliminados.

Eu me amo. Eu sou filha da luz. Eu mereço meu perdão.

Não me sentirei culpada, me arrependo e usarei todo este sentimento a favor e para o bem.

Amém.

Tudo acontece por algum  motivo, para nos despertar. Até mesmo nossas falhas e sem o auto perdão é impossível viver de maneira leve e pacífica.

 Dica de filme:

A Outra Terra – (2011)

Filme belíssimo que trata sobre este tema. É uma ficção científica existencialista onde a personagem principal com 16 anos se envolve num acidente que vitima a família toda de um professor. Sua esposa grávida e filha pequena.

Ela não estava alcoolizada, estava olhando para o céu, distraída. Foi presa e a vida do professor afundou. Vivia numa casa suja, solitário.

Ela saiu da cadeia, ele não conhecia a identidade da causadora do acidente. Bateu em sua casa e não teve coragem de falar. Se ofereceu para limpar sua casa. Fazia as limpezas sistematicamente, como se daquela forma pudesse expiar seu erro.

Com o passar do tempo eles se envolveram e ai…Vejam o filme. É lindo, denso e nos leva a reflexões profundas.

 

 

 

 

 

 

Vamos liberar nossas cargas emocionais negativas?

Já pararam para pensar que se deixarmos nossa casa, mesmo que fechada se não limparmos, o acúmulo de sujeira será inevitável e incontrolável?

Uma camada de pó surgirá com certeza. O odor ficará diferente, tanto nos ambientes quantos nos armários. Insetos podem surgir e tomar conta, vegetação cresce.

Toda casa precisa de limpeza diária. O mesmo se dá com nossa mente e nossos sentimentos.

Desde muito jovens recebemos uma série de comandos equivocados sobre como lidar com nossos sentimentos. Em muitos casos sequer temos orientação, não sabemos identificar sua origem e acabamos criando comportamentos compensatórios.

Por exemplo, uma criança que sofreu abusos pode compensar tendo uma alimentação desregrada, resultado em obesidade. A questão que as pessoas focam é apenas o ato de comer, não se questionam sobre o por quê do desequilíbrio, que tipo de caminhos nossa mente encontrou para lidar com a situação e a energia negativa impregnada em nós.

Um parto violento deixa marcas muito fortes nas mulheres, deixa feridas que podem levar algumas a ficarem enlutadas por anos.

E em alguns casos não precisa nem ser violento, basta não ser conforme planejado. Se a mulher idealizar um parto nos mínimos detalhes e ele fugir do script o sentimento de culpa, mágoa, rancor podem surgir com força e contaminar os pensamentos, criando uma cascata de sentimentos negativos.

Assuntos pessoais mal resolvidos pode influir no trabalho de parto e no puerpério. Por isso eu saliento que parto é aprendizado e portal de cura. É um momento que total entrega e descontrole, onde um copo d´água, vindo de quem for é recebido com extrema gratidão.

O pós parto exige cuidados e se a mulher não contar com uma rede de apoio, que a ampare inclusive mentalmente, sentimentos negativos podem se fazer presentes.

Esses sentimentos podem não ter origem diretamente no parto, mas podem estar escondidos por anos. Mágoas antigas que se projetam numa situação presente, por isso é vital que a mulher faça uma análise sincera dos seus sentimentos, de como reage a eles, sua convivência com outros. É difícil? É extremamente exigente? É controladora ao extremo?

Esse mecanismo protetivo e compensatório tem origem onde?

É esse ponto que precisa ser trabalhado. Entrar no trabalho de parto limpa, bem resolvida, com o sentimento de gratidão presente independente do desfecho.

Parto leva as mulheres a uma alteração psíquica importante. De meninas se tornam mulheres.

Agora a questão mais importante é:

Como fazer essa limpeza mental? Como manter nossos pensamentos limpos, perfumados, iluminados e arejados?

Precisamos primeiramente identificar a origem deles que muitas vezes remonta a infância. Ficar de cara com toda a poeira e resignificá-la, tirando toda a carga negativa contida em tais emoções.

Você não é seus pensamentos e sentimentos. Você não é muito nervosa, muita rancorosa, muita ansiosa. Esses sentimentos não são você, estão presentes em seu ser, o que é bem diferente!

A dor no nosso mundo é inevitável, mas sofrer é uma questão de escolha, de sabermos lidar com nossos sentimentos.

Os sentimentos negativos advindos de traumas que são registrados em nosso campo emocional, energético, meridianos, células todos ficam impregnados em nós, como uma bagagem extra.

Cabe a nós no decorrer da vida nos livrarmos dessa bagagem. Muitos passam a vida carregando um saco de batatas podres nas costas sem se darem conta.

Com a limpeza e cura diária podemos ir nos livrando de cada carga negativa, uma a uma.

Nossa essência é luz. Alegria, felicidade, paz interior habitam em nós e não podem ser removidos por nenhuma técnica. O que acontece é que os sentimentos negativos agem como uma poeira, impedindo que os sentimentos positivos se manifestem.

Temos o controle para limparmos nossa carga emocional e renovarmos nossa karma e nos libertarmos de situações negativas de repetição.

Muitas mulheres tem dentro de si impactos de sentimentos de rejeição, que apoiam a crença do não merecimento.

Você luta por um parto respeitoso mas internamente não se acha merecedora e pode criar inconscientemente situações de auto sabotagem.

Reagimos negativamente as situações e acabamos no círculo de negatividade e situações repetidas.

 Abaixo segue a técnica bem simples para a liberação de energias negativas e alcance de paz pessoa.

 1. Faça uma lista, tentando lembrar-se de todos os eventos (ou de grande parte deles) que tenham sido desagradáveis para você. Seja prolífico(a) e enumere mais de 50, pois todos nós somos vítimas de inúmeros eventos traumatizantes, sem exceção, e com certeza temos mais de 50 eventos desagradáveis.

2. Ao enumerá-los, pode ser que alguns eventos não tragam emoções muito fortes nem desconforto. No entanto, pelo mero fato de você ter se lembrado do evento, algo diz que pode haver alguma emoção escondida aí. Não os menospreze.

3. Dê um título a cada evento, como se fossem pequenos filmes em si.

4. Comece a aplicar a EFT nos eventos de maior peso. Trabalhe evento por evento, sempre avaliando e tentando chegar ao nível 0, ou pelo menos até o ponto de você não considerá-lo mais e até chegar a rir dele.

5. Trabalhe em pelo menos um evento (ou filme) por dia, mesmo que por apenas cinco minutos. Se depois da aplicação da EFT o problema ainda apresenta peso emocional, continue trabalhando-o nos dias seguintes até que ele possa se esvaecer. Seja paciente e somente passe para um novo evento quando tiver praticamente zerado o anterior.

6. Esteja atento(a) na eventualidade de aparecer algum aspecto diferente e considere-o um outro item, ou no caso, um filme, a ser tratado em separado. Da mesma forma, pode ser que surjam sub-itens a alguns dos problemas. Trate-os também de maneira individual.

7. Trabalhe no mínimo em um evento por dia, durante uns três meses. Isso levará apenas alguns minutos por dia e no espaço de três meses você poderá ter trabalhado em uma séria bastante extensiva de traumas. Note as mudanças que possam ter surgido em você, como, por exemplo, você se sentir bem mais calmo(a), seu corpo se sentir melhor, seus relacionamentos mais agradáveis e como grandes pesos parecerem não existir mais. Releia a lista e veja se aqueles eventos já se dissiparam. É sempre bom medir e notar conscientemente o progresso.

 Digamos que você tenha uns 100 itens a serem tratados. Não considere exagero, pois podemos e devemos enumerar todos os itens que nos aflijam, pequenos e grandes. Se os tratarmos na média de um por dia, em questão de três meses seremos outra pessoa.

Ainda não sabe que itens colocar na lista?

Enumere todos que vierem à cabeça. Desde o sentimento de culpa por ter comido um doce fora de hora, a vergonha que passou no dia que sujou as calças quando ainda tinha 10 anos até os traumas mais fortes.

 A fonte da técnica está aqui. Para quem deseja conhecer mais sobre a criação e aplicação da EFT (Emotional Freedom Techniques) acessem aqui.

Temos um poder incrível de cura e libertação. Parir com clareza de emoções e sentimentos proporcionará um equilíbrio pessoal, força e garra para a transição de menina para mulher.

Por um parir e um viver em paz.

Namastê ❤

Você é escravo do ego? Abra suas portas internas!

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Um dos meus sonhos seria traduzir de maneira clara ou através de vivências a relação entre nosso ego e nosso espírito.

Entender esse binômio facilitaria muito o encontro de nosso verdadeira essência contida em nosso espírito. Agora vocês entendem porque em sessões de terapia a interferência do psicanalista é quase zero?

Ele não está ali atrás de você fazendo a lista de compras, simplesmente existem portas que só podem ser abertas do lado de dentro.

E se ele explicar sobre tais portas? Provavelmente seu ego defensor vai dizer que ele é um aproveitador, um enrolador e que você deve parar de perder tempo com bobagens. Entende o grau de dificuldade? Ainda mais se levarmos em consideração que a maior parte das pessoas sequer tem noção do que é ego e como ele atua em nossa vida.

Quando desconhecemos a existência do ego em nós, podemos ser facilmente guiados, dominados e subjugados por ele. Ele traz a tona tudo o que precisamos trabalhar, mas não mostra qual a nossa missão em vida. Quem faz isso, quem tem consciência disso é nosso espírito, nossa essência, porém se o ego for dominante em nosso viver, jamais teremos acesso a essa missão. Passaremos a vida como burros de carga a serviço do ego, trabalhando, vivendo, destruindo relações para entregar prazer, conquistas e vitórias a ele.

Pessoas autoritárias, brutas, donas da verdade, rancorosas, vingativas servem ao seu ego de maneira cega. Se privam de coisas boas, tem seu crescimento espiritual e pessoal tolhido porque não seguem sua essência. Não vou falar com a fulana embora goste dela, porque eu tenho orgulho. Vergonha na cara.

E mergulham em vibrações baixas, em vibrações de ódio que podem refletir inclusive no seu corpo físico. Por isso profissionais e pessoas que lidam diretamente com distúrbios em relações humanas batem constantemente na tecla do amor e do perdão.

Somente esses dois sentimentos são capazes de elevar nossa vibração, trazer-nos felicidade e olharmos com afeto e carinho para os outros e para nós mesmos. Esse olhar afetivo torna a nossa vida mais leve, já que nossa sociedade ocidental tem uma cultura muito pesada e punitiva quando trata de assuntos dessa ordem.

Pessoas que erram e se vem sem o perdão e a acolhida, errarão novamente. A criatividade é podada, medo e insegurança surgem. Existem formas e formas de lidar com erros, sem necessitar usar a agressividade.

Por outro lado precisamos do ego para sermos seres conscientes, a relação dele conosco é como a de um motorista com seu carro, com uma diferença fundamental:

O carro (ego) tem vontade própria!

Temos nossa missão que é seguir rumo ao litoral. Assim que entramos no carro e decidimos rumar para o litoral somos contrariados pelo ego que quer ir para as montanhas.

Ele será incisivo, irá para as montanhas e acabou porque decidiu assim, não importa o que nós motoristas decidimos.

E muitos se deixam ser guiados. Vão para as montanhas, contrariando o plano original, puro e essencial que é seguir para o litoral.

O caminho para as montanhas é tortuoso, sofrido e esburacado. Muitos vivenciam todo este sofrimento que é viver contra a sua essência até terem consciência de sua missão na Terra.

A partir deste encontro com o essencial, com as vontades puras designadas é possível rumar a caminho da paz de espírito, satisfação verdadeira e felicidade plena.

Mas então, como saber se sua vida é guiada por seu ego? Como saber se você está aqui a serviço dele?

É simples. Olhe em volta. Veja sua vida, repense sua relação com os outros.

Você tem amizades? Amigos verdadeiros em que possa confiar? Sua família? Como é a sua relação com os mais próximos? Está presa por laços cármicos ou já ruma a caminho do dharma?

Internamente, você se cobra demais? Como se relaciona com suas conquistas e dificuldades? Como encara sua aparência? Aceita seu corpo?

E a gratidão? O perdão? Está usando ou deixou-os numa gavetinha bem escondida?

Lembrem-se: Ser humilde não é humilhar-se. Ser humilde é reconhecer os próprios erros e olhar para eles como se fosse um aprendizado, não um momento de punição ou humilhação.

Manter o ego em seu lugar é abrir caminho para uma vida de afeto, amor e perdão. É ter a casa cheia de vozes amigas, é ter o bem querer das pessoas, é se sentir útil em ajudar sem querer nada em troca. É realizar sem esperar reconhecimento, é ter gratidão, respeito com nossos semelhantes, com todos os reinos.

É ser ofendida e não guardar mágoas eternas. Perdoar não é esquecer, é libertar-se e quem perdoa é o maior beneficiado.

Quem perdoa compreende. Uma pessoa livre de um ego autoritário não se ofende com o atraso de um amigo, com o cancelamento de um compromisso, com uma opinião divergente. Não acha que o mundo é sua sala de estar, com suas regras e determinações inflexíveis.

Quem não vive a serviço do ego não subestima as outras pessoas, seus sonhos e projetos. Não sabota, não passa a perna, não puxa o tapete.

A vida é muito mais plena, leve e feliz quando sabemos dosar bem essa convivência de duas forças opostas dentro de nós.

Quando quiserem que o mundo mude, primeiro olhem para dentro de si, repensem e abram suas portas para a evolução e autoconhecimento pessoal.

P.S: Para saberem mais sobre o conceito de ego, cliquem aqui.

Seu parto começa na mente

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Ah! Já sei! Você pode pensar… Lá vem ela falando de luz, positividade e mais um monte de conceitos subjetivos que eu tento por em prática e não consigo.

E ai? Será que não tenho força de vontade suficiente?
Tenho uma equipe perfeita, amo minha doula, estarei segura na minha casa ou no hospital, o que mais eu preciso?

De força interior.

Sim, você minha cara precisa de força interior. E essa força interior não será despertada intelectualizando, mas sim quando você aprender a reconhecer os sinais que seu corpo envia, lidar com seus pensamentos automáticos e fazer as pazes com sua criança interior.

Os pensamentos automáticos costumam estar por trás de todo mal-estar, tristeza, angústia ou depressão. Esses sintomas avisam a você que sua linha de pensamento não está sadia, sinalizam que você vem enchendo seu copo interior com gotas ruins de pensamento que te desqualificam como pessoa.

Se uma criança cresce ouvindo do pai que é terrível, uma aberração, burro, incompetente, imerecedor, que nada vai dar certo, que tirar boas notas nada mais é que sua obrigação pode acabar introjetando esses pensamentos como se eles fossem verdades absolutas e se referissem ao seu ser numa totalidade.

Esses pensamentos automáticos dentro de si geram tristeza e depressão e a cada situação frustrante ou desafiadora que você se deparar eles irão emergir.
Ai entra o paralelo com o parir. Quem opta por um parir natural está indo contra tudo e todos. Temos um sistema todo voltado para cesáreas eletivas que atendam a conveniência médica e para que esse sistema perpetue ele vai infundir medo nas pessoas.

A mulher terá de saber filtrar informações desatualizadas e tendenciosas. Terá de lidar com a família que na maioria dos casos se posiciona terminantemente contra e em muitos casos terá de alinhar os seus desejos com o esposo.

E aquelas que não contam com equipe humanizada e dão de cara com o sistema obstétrico que não vai facilitar em nada seu parir?

Realmente é uma luta. Então por que existem mulheres que mesmo com o apoio familiar, com informações, equipe a disposição ainda ficam receosas?

O fato é que se conectar com esse poder interno é um processo onde a mulher tem de lidar com seus fantasmas que ela muitas vezes sequer sabe conscientemente que eles existem. Precisam refazer seu autoconceito e chegar a conclusão que os pensamentos automáticos são absolutamente errôneos!

Quando perceberem em si esses pensamentos, questionem. Quais as evidências que apoiam esta ideia? Quais evidências contra? Qual a melhor coisa que poderia acontecer? Estou sendo realista? O que eu poderei fazer em relação a isso? Esse pensamento me ajuda? Estou exagerando? Em que ocasiões ele aparece? Qual a crença que dá suporte a ele?

Um caso me chamou a atenção. Era sobre uma mulher rebelde, de personalidade forte, bem sucedida profissionalmente, porém viciada em bingo.

Seu temperamento era arredio, uma rebeldia defensiva.

Num processo de regressão ela recordou ter sido totalmente rejeitada pela mãe, que tentou abortar e não a amamentou. Ela sempre se sentia uma coisinha ruim.
Apesar de ser uma excelente profissional, a única forma de dar prazer e com isso olhar a criança carente dentro dela era se entregar ao vício, como se fosse uma compensação para as autocobranças que se impunha.

Ela introjetou a crença de que merecia apanhar, merecia sofrer, porém o contato com a criança dentro dela a fez rever certas posturas fazendo com que a partir do processo de consciência mudasse a relação que tinha com si mesma.

Seu olhar se tornou mais afetivo, com menos cobranças. Ela perdoou sua mãe.
Inverteu todo o processo retomando seu hobby que era pintar e passou a se dar amor, carinho e atenção. Tudo o que lhe faltou na infância.

Ela resgatou sua vida.

Mirem nesse exemplo, façam um mergulho dentro de si e perdoem. Resgatem sua criança interior, entregue amor, carinho e afeto e com esse portal de luz e poder aberto vocês mulheres serão leoas no parto e no resto de suas vidas.

Presente para todas parideiras!

Mantra do parto

“Eu sei parir.
Assim como pariram as mulheres que me antecederam.
Minha mãe, minha avó, minha bisavó, minha tataravó…
Até a primeira mulher.
Levo guardado em minhas células.
É o legado do meu corpo.
Ele sabe parir.
Como sabe respirar, digerir, gestar, andar, falar, pensar.
Está perfeitamente desenhado para isso:
Minha pélvis, meu útero, minha vagina, são obras da engenharia
A serviço da força da vida.
Eu sou ‘a que sabe’.
E ‘a que sabe’ sussurra para mim:
‘Cavalgue na energia das contrações, como se fosse um êxtase,
Loba, leoa, hiena, égua, raposa, gata, pantera…
Encontre a sua fêmea de poder e converta-se nela’.
E sendo ela, mamífera toda poderosa, dou a luz.”

Quando muito nunca é o bastante. Hora de agradecer e perdoar!

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O viver de muitos acaba sendo tragado por cobranças internas. São aqueles projetos inviáveis que o ego acredita serem fáceis de realizar. Dilui as dificuldades, os contras e pronto! Aciona um alarme mental:

-Vá e faça! A “joana” faz e você não? Está esperando o que? Olha só o que você está perdendo! Querer é poder!

Essas cobranças surdas e pesadas que ressoam internamente acabam gerando uma frustração imensa. Falta noção de realidade, de fatores externos. É como se a ordem fossem empurrar um caminhão.Você obedece cegamente. Vai até o caminhão, coloca toda a sua energia, toda sua força e o caminhão não sai do lugar.

Por que será?

Será que é por que lhe faltou competência? Vontade? Capacidade de realização? Força de vontade?

Ou será que o caminhão não foi empurrado por motivos fisicamente reais?

Sabemos a resposta óbvia,  mas na nossa vida precisamos criar uma linguagem para lidarmos com essas cobranças internas que nos assolam silenciosamente dia-a-dia e filtrar o impulso que brota internamente para seguirmos nosso processo evolutivo livre das cobranças negativas, com pedidos impossíveis de serem realizados que despertam sentimentos negativos, pessimistas e que nos deixam impotentes.

A sociedade de hoje é muito cruel. A mídia vende descaradamente uma realidade muito difícil de ser vivenciada por muitas brasileiras e isso engloba padrões físicos, consumo e estilo de vida. É surreal.

Reparem na mesa do café-da-manhã. Todos com dentes estalando de brancos, numa mesa farta com frutas, sucos, pães e bolos. Crianças sorrindo, tranquilas esperando a hora de comer.

Pelo menos a minha realidade é totalmente diferente. Faço o café, preparo o leite, marido volta com pães e frios, arrumamos o café na cozinha e comemos na sala. Não arrumo mesa pois tenho um bebê de 08 meses que demanda bastante atenção.

Ah! Nesse meio tempo que como, ou amamento ou supervisiono meu filho enquanto ele come.

E estamos com cara de bolacha, olhos pequeninos, roupa de dormir. Gatos correm, tenho que tomar cuidado para não tropeçar nos brinquedos que ficam na minha sala.

E ai? Vou chorar? Vou me cobrar por não ter o cenário de propaganda de margarina?

Não quero perfeição. Ela é tediosa, previsível e maçante. É assim que encaro toda essa vida nova que tem se apresentado a mim desde que meu filho nasceu. Não tenho dias iguais, horas lentas e minutos arrastados. E sempre estou aprendendo com ele a me entregar.

Em determinadas situações da vida temos que nos entregar, nos deixar levar, parar de nadar contra a correnteza. Isso não é ser inútil, imprestável. É sabedoria de saber poupar energia para coisas realmente construtivas.

Se sentimentos negativos brotam em nós, se a bad vem devemos iniciar nosso processo de reflexão e cura que é bastante pessoal. A limpeza e o alinhamento energético devem ser feitas diariamente por nós. Como limpamos nosso corpo, nossa casa devemos limpar nossa mente.

A poeira mental embaça as lentes de nossos óculos. Vemos nossa realidade por um prisma negativo, sem brilho, sem perspectivas porque essa poeira tira nossa centralidade e nos leva a um futuro incerto.

Com isso se temos um padrão negativo de reagir a determinadas circunstâncias e mesmo sem nos darmos conta disso vamos entrar num vórtice de ansiedade e ansiedade.

Sem fazermos essa leitura vamos descontar esse excedente de energia mental negativa tendo comportamentos desequilibrados no que refere a compras, alimentação, ingestão de bebidas alcoólicas entre outros pois estaremos acessando recursos externos que nos estimulam rapidamente para curamos desequilíbrios internos.

A notícia ruim é que esse mecanismo compensatório NÃO funciona.

Voltando este assunto a maternidade é importante ressaltar, avisar, deixar claro que as mulheres passam por alteração psíquica extremamente significativa.

De meninas se tornam mulheres. E mulheres mães.

Além do desgaste causado pelo bebê que é totalmente dependente, outras resignificações se fazem necessárias. O círculo de amigos muda, a vida profissional muda, ciclo de sono muda. Amor e culpa passam a fazer dupla constante no peito materno.

A mulher que segue seus instintos cuidadores  um tempo depois sentirá necessidade de retomar sua vida profissional. A que retomou sua vida profissional dirá que seu filho está sendo bem cuidado mas sentirá falta das tardes embaladas com aquele ser quentinho. Se sentirá culpada por não ouvir ou ver seu filho falar a primeira palavra.

Sempre haverá insatisfação, o cenário perfeito existe apenas dentro de nossa mente. O que devemos então é estarmos bem resolvidas com nossas decisões, sejam elas quais forem.

Existem maneiras práticas de aumentarmos nosso padrão vibracional, colocarei alguns abaixo:

Gratidão: Palavra batida em redes sociais ultimamente, não? Tão usada quanto a palavra amor e com um significado tão profundo quanto. Você sabe o que é gratidão e como ela pode mudar seu viver para melhor?

Gratidão é uma emoção positiva e assim sendo causa bem estar para quem a sente. Esse sentimento nos liberta e nos acalma. É um portal de cura para doenças psicossomáticas e crônicas.

Agradecer faz parte de quem prospera. Meditar e agradecer sobre tudo o que temos purifica e nos limpa de padrões mentais negativos.

Está cansada por cuidar do filho? Lembre-se que você tem saúde para estar junto dele, que ele tem saúde também!

E assim de maneira individual foque nas coisas positivas de sua vida, seja grato ao invisível e ao visível. Olhe as plantas, as árvores, a vegetação. O reino mineral. Agradeça. Veja as águas, cachoeiras, as frutas. Agradeça. Seja amoroso com os animais, agradeça a presença curativa deles em nossa vida. Agradeça pelo Universo tão rico e maravilhoso que nos rodeia.

Gratidão faz as pessoas com pureza de alma sempre estarem junto de você, seja fisicamente ou a distância.

Sendo gratos nos sintonizamos com o bem e teremos boa sorte em tudo o que empreendermos.

Liberte-se de pessoas tóxicas 

Nem tudo são flores. Todos temos nossas lutas e uma diferenciação no grau evolutivo. A Terra é como uma sala de aula com crianças desde o maternal até o nível superior.

Cada um tem uma capacidade de compreensão de tudo o que nos cerca e uma reação. Cabe a nós compreendermos isso e sabiamente nos libertamos de pessoas que infelizmente no momento vivem de forma negativa.

Eu não penso duas vezes antes de recuar. Tenho uma conexão muito forte com meu interior, um sexto sentido desenvolvido que faz com que eu reconheça a distância pessoas negativas, invejosas, falsas e frustradas. São características desagregadoras.

Essas características tendem a nos desequilibrar e nos afastar da fonte de luz e amor maior. Existem pessoas que se nutrem da infelicidade alheia.

O afastamento nesse caso significa autopreservação mental e energética. As vivências farão com que tais pessoas cedo ou tarde revisem seus comportamentos, seus padrões e se purifiquem.

Perdão

Perdão é a chave para a leveza do nosso viver. É a contrapartida a tantas cobranças internas e externas.

O auto perdão é muito precioso é um olhar carinhoso para nossa alma.

A cada cobrança, um perdão. A cada falha de uma amiga, de um parente próximo, o perdão.

Perdoar não significa se sujeitar a pessoas ou situações desfavoráveis, mas significa se libertar dos sentimentos negativos gerados por  alguém ou por uma situação.

Sem ego, sem orgulho, sem sentimento de vingança. Por mais que quem gerou o mal esteja aparentemente  bem resolvido, seu interior é luz e tormenta. E é dai que ele vai tirar sua lição, não é você quem vai ensinar.

Se preserve. Se poupe. Se ame.

E que o que temos, seja pouco ou muito, sempre seja o bastante. Que nossa busca, nossa evolução seja seja realizada com respeito. Que recebamos de nós mesmos o perdão, afeto e carinho.

Que a gratidão, o perdão e o amor sejam o calçado de nossa caminhada nessa existência.

Ciclos: A importância de reconhecer a infertilidade de seu solo.

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O ser humano precisa racionalizar, encontrar explicações e justificativas para tudo que o rodeia. É uma falsa sensação de segurança e controle.

O que a racionalização excessiva tem a ver com solo, infertilidade e ciclos?

Tudo. Absolutamente tudo. A nossa mente não consegue focar em vários assuntos com a mesma intensidade. Acabamos criando um hiperfoco em algum assunto. Os preferidos acabam girando em torno de trabalho e ascensão profissional, moradia e parceiros (as).

Essa é a santa trindade dos pensamentos gerais -basicamente as pessoas buscam sucesso nestes três aspectos- o que elas esquecem é que em nossa jornada aqui na Terra o essencial é ter equilíbrio e não perfeição.

Porém a maior fonte de angústia em nossa vida não é gerada pelas condições dessa tríade, como o mundo vende. É causada por pequenas tormentas diárias que nós não nos atentamos.

Muitas vezes você não está infeliz com seu trabalho. Está descontente com seu colega falso e que vive com a cara amarrada. Ou está descontente com a distância que precisa percorrer até chegar na empresa. O trânsito, o calor, acordar cedo.

Isso desgasta e não basicamente a sua formação é culpada, mas por focar apenas na tríade, acaba não se dando conta de que pequenas melhorias podem elevar muito a qualidade de seus sentimentos. Muitas vezes se mudássemos os caminhos não mudaríamos  de profissão

As pessoas perderam a capacidade de reconhecer o início e término dos seus ciclos, persistem em plantar num solo que não irá dar bons frutos, porque simplesmente acabou.

A ligação de morte física com o fim de tudo é muito forte e faz com que as pessoas não compreendam que morremos e renascemos diariamente. A vida não é imutável.

Vejo muita insistência principalmente na parte afetiva. Pessoas insistindo em relacionamentos que não vão se solidificar. E isso ocorre por vários motivos, pode ser por conta da diferença de entrega energética, de mudança de paradigmas ou por simplesmente estarem em momentos diferentes.

Amizades são assim, fluídas. Cada pessoa tem seu momento e quem tem madureza as vê como águas que vêem e vão. Sendo verdadeiras, positivas e agregadoras elas sempre retornaram.

Dos rios, para as nuvens. Chuva e rio novamente.

Para reconhecer quando um ciclo acaba ou se esmaece é preciso sentir, sem racionalizar. Sem forçar a barra, se entregar.

Para chegarmos no dharma, ciclos negativos precisam ser encerrados, essa é o segredo da evolução. Podem estar ligados a relações familiares, nosso trabalho, afeto, criatividade.

É preciso deixar o ego de lado e sermos sinceros conosco:

-Chega, encerrou. Não vai dar mais, não aguento.

Essa sinceridade e sabedoria ao identificar o final dos ciclos nos faz pausar e após essa pausa ideias, projetos e coisas muito produtivas surgem no mundo das ideias e se materializam no nosso conforme nossa disposição criadora.

Importante termos a noção de gasto energético quando falamos de força de vontade para criar e realizar. Saber quando o solo não é produtivo evita que desperdicemos essa energia, porque esforço sem perseverança cansa.

A perseverança é um olhar carinho, desprendido que temos quando focamos nosso interior, quando aceitamos os processos de mudança e nos desapegamos de padrões negativos como: Inveja, ciúme, competitividade.

Quem nutre a terra do seu ser com tais sentimentos quer “vencer” a qualquer custo e não entende que chegou o momento de parar e tomar novos rumos. Entra no hiperfoco, como uma pessoa que se preocupa extremamente com o penteado e se esquece que está descalça no asfalto quente.

A vida é cíclica. Não podemos ser eternamente rancorosos com a família, amizades se vão. Mudamos de emprego, de casa, de projetos. Não é sadio se prender a sentimentos e situações que findaram. Um hábito não é uma necessidade.

Procure sempre analisar através da meditação qual seu objetivo nessa vida. O que lhe consome e o que lhe dá energia. Pondere.

Permita-se descansar, se energizar e viver um novo momento, arando um solo produtivo, caminhando rumo a evolução.

Vida simples. Acorde, você está vivo!

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Vida simples.

O que estas duas palavras despertam em você?

Medo? Falta de prosperidade? Vida difícil? Vida dura? Vida pobre? Vida plena?

Ouvi estas palavras há uns dois anos atrás e quando tomei conhecimento de que é possível levar uma vida simples e satisfatória me vi liberta de muitas angústias criadas pela vida moderna e alimentadas por anseios internos que muitas vezes não condiziam com minhas condições reais.

Nesse ponto exato nasce a frustração, raiz de uma porção de sentimentos negativos.

Frustração leva a angústia, raiva, sentimento de incapacidade. Chega até mesmo a bloquear nossa criatividade porque a raiz da criatividade é a serenidade, paz e introspecção.

Quando nos frustramos nos conectamos com coisas externas e não com nosso interior corajoso, forte e intuitivo.

Hoje em dia temos muitos facilitadores que na verdade são um engodo. Parecemos ratinhos dentro de uma gaiola, correndo numa roda sem objetivo algum. Usamos nossa energia vital em coisas irrelevantes.

Neste post abordarei as questões materiais para termos uma vida simples, mas no próximo entrarei nas questões emocionais e afetivas que nos causam angústia e podem ser trabalhadas.

Vida simples é aquela que você tem tempo e disposição para se conectar com a vida. É um estilo de vida que não é voltado à quantidade, acúmulo. Mas sim a qualidade, até mesmo ao desprendimento.

Quem opta por um estilo de vida simples pode exercer autonomia sobre sua própria vida e escolher o que mais se adapta a sua rotina.

Se para você é mais prático sair para comer fora, tudo bem. Apenas coloque na balança o peso disso, mesmo que futuramente. Sobrepeso, falta de vitalidade por ingerir alimentos sem procedência, sem amor no preparo com substâncias prejudiciais.

Quem decide é você.

O que vou compartilhar são medidas que foram úteis para minha família se depreender dos complicômetros diários. Ressaltando, o que funciona para mim pode não ser adequado para você.

1-) Redução de gastos com vestuário.

Minha fatura de cartão de crédito sempre batia nos 04 dígitos. Meu marido seguia o mesmo rumo.

Com o tempo se tornou desgastante trabalhar para pagar faturas de cartões tão altas. E a energia entregue no trabalho era a do medo. Isso gerava a exaustão máxima, trabalhava muitas horas, períodos noturnos, feriados, finais-de-semana para manter um estilo de vida que nos tirava totalmente a autonomia e que nos levava para o acúmulo de bens.

Vi que não precisava de 50 pares de sapato, 40 bolsas e mais 30 jeans.

Não preciso de um móvel apenas para guardar brincos e colares, mas dessa percepção até a queda na fatura foram bons 06 meses.

Precisávamos frear os gastos e vimos que gastar era um hábito. Sair de casa e voltar de mãos vazias era impossível. Todas as esquinas as lojas se mostravam como atrativo e nos empurravam produtos desnecessários.

Conscientes disso, quebramos os cartões e paramos de gastar. Puxamos o freio, mantivemos os ganhos e diminuímos os gastos.

Minha necessidade secundária era me desapegar de tudo aquilo que eu havia comprado. Me desfiz de quantidades oceânicas de roupas e vi que posso me vestir bem tendo poucas peças, porém nosso acordo aqui era e sempre foi comprar coisas de qualidade quando necessário.

Dois anos depois vejo que isso fez toda a diferença. Não preciso comprar mais nada porque minhas coisas tem qualidade e portanto duram.

Com uma dose extra de esforço paramos de gastar e com 01 ano nossa fatura de cartão estava zerada.

O dinheiro que era destinado ao cartão guardamos com o intuito de termos uma reserva e de gastar com educação.

Ao invés de voltar com sacolas abarrotadas de roupas e sapatos, comprávamos livros e cd´s.

2-) Preparar nossas refeições.

Fazer nossa comida impactou de forma profunda nossa rotina.

Antes tínhamos que nos arrumar, encontrar um restaurante legal que não servisse arroz de anteontem ou molho de tomate químico e ácido sem amor.

Dá trabalho?  O que é trabalho?

É cozinhar enquanto coloca o papo em dia? É se energizar com os temperos? É se encantar com o aroma que o alimento exala?

Então para nós cozinhar não é trabalhoso, porque optamos por preparar alimentos fáceis e fazendo desse momento um ritual, não uma obrigação extenuante que precisa ser feita rápida para chegarmos ao fim.

Grãos, verduras, legumes e uma porção de proteína. Eu preparo e meu marido cuida da limpeza e se eu não estou com vontade de cozinhar, comemos um lanchinho saudável. Fim.

O custo com alimentação foi reduzido em 60%. Ainda saímos para comer fora, mas de forma pontual e em locais com qualidade. Não precisamos gastar menos porque saímos sempre, vamos a lugares legais porque nossas saídas são pontuais, basicamente 01 vez na semana, no sábado ou quando tivermos vontade.

3-) Aumentar nosso círculo de amigos.

Com uma vida mais simples, com horas disponíveis conseguimos ampliar nosso círculo de amigos. Passamos a recebê-los em casa ou visitarmos em suas casas.

Passamos noites divertidas, com fartura sem o custo monstruoso de um cinema, por exemplo. Consigo fazer jantares deliciosos, com bebidas e sobremesa gastando uma média de R$ 100,00.

Antigamente o lazer era focado em sermos entretidos, hoje em dia nossos amigos aquecem nossa alma.

Hoje recebi uma pessoa muito querida, amiga e do bem em casa. Tomamos chá, a mesa estava farta, trocamos energia de felicidade.

Hoje em dia estar feliz não é comprar. Não é estar com uma sacola cheia de roupas da moda. É estar com gente do bem, com positividade e união. Quem partilha, prospera. Em amor também.

4-) Trocar desapegos e frequentar brechós.

Troca é uma maneira muito bacana de fazermos a energia fluir sem precisarmos gastar. Já trquei livros, já doei muita coisa e recebi também. A balança está sempre equilibrada.

Os brechós mais em conta são aqueles beneficentes. Comprei cds raros e perfeitos por R$ 3,00. Eric Clapton, Marisa Monte, Nat King Cole todos de brechó.

Roupas também, mas compro apenas quando preciso. Compras independente do valor são sempre feitas de forma consciente, levando em conta inclusive sua fabricação e origem.

Esses são alguns pontos, porém simplificar a vida vai muito além de gastar menos ou desapegar de coisas que não fazem mais sentido.

Quem opta por uma vida simples se livra de sentimentos e obrigações desnecessárias. Se sente livre da culpa e dos julgamentos, não se deixa mais oprimir ou ser guiada por outros.

A vida simples nos leva a reflexão e a um despertar consciencial.

Preciso dessa amizade? Por que continuar neste relacionamento se esta pessoa é tóxica para mim?

Por que trabalhar tantas horas por dias? Por que não morar num local mais simples, reduzir custos e ter tempo livre para me dedicar a atividades que realmente valham a pena?

Essas questões começam a florescer e a vida vai ficando descomplicada. Não quer ir a um determinado evento, negue.

Hoje não faço mais nada por obrigação. Vou se sinto o chamado do meu coração. Não estou na mesma sintonia energética que determinada pessoa e se não posso auxilia-la ao equilíbrio porque a mesma não quer mudar sua sintonia. Tudo bem. Me afasto.

Sem traumas. Simples. Sem culpa.

No próximo post falarei sobre a vida emocional simples, sobre viver com o coração leve e iluminado.

É isso. Vida simples é vida vivida. O resto é só existência, é se prender a amarras invisíveis que só nos causam sofrimento.

O buraco dentro de si e o vício em internet.

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“Estou limpa e sóbria de drogas e álcool há um certo tempo e sei muita coisa sobre vício, por isso consigo reconhecer exatamente o que está acontecendo comigo em relação à internet: estou tentando remendar um buraco dentro de mim que não pode ser consertado com coisas externas. A internet me fornece dopamina, atenção, amplificação, conexão e fuga. Ela também me distrai, decepciona e paralisa, além de catalisar uma sensação falsa de identidade. Estou me agarrando às porcarias que ainda posso usar para ficar loucona numa festa tosca de dopamina.

Além disso, não sei o que estou fazendo. Ultimamente sinto que a internet está me penetrando. Sinto como se não houvesse mais um limite em que eu termino e a internet começa. Então, estou meio preocupada.”

http://www.vice.com/pt_br/read/fiz-o-teste-voc-viciado-em-internet-e-acertei-tudo

Se você dedicar 10 minutos do seu tempo assistindo propagandas exibidas na Rede Globo em diversos horários vai notar que o carro chefe são as empresas de comunicação.

O baile gira com a Net, GVT, Claro, Oi e Tim. Você sem fronteiras. Adquira seu combo. Viva o momento conectado com o que é mais importante para você.

O molho que tempera esse sanduiche são as grandes lojas. Magazine Luiza, Casas Bahia, Extra… Vendendo o quê?

Notebooks. Celulares e televisão com acesso a internet.

Enfiam na nossa goela que precisamos de mais velocidade, de celulares melhores, de televisão cinema. E ai eu pergunto: Tudo isso tem trazido informações de qualidade para a população?

Não.

Mulheres com sessenta anos e três filhos desconhecem anatomia do seu próprio corpo. Acham que menstruação e urina saem pelo mesmo lugar. Jovens desconhecem a história recente do Brasil. Sequer sabem de músicas que tocaram na década de 70, por exemplo.

Então qual o objetivo dessa pressão absurda para nos comunicarmos?

Não sabemos o nome de nossos vizinhos. Do porteiro. Do motorista da linha. Do rapaz que sempre lava o carro. De nossos tataravós.

A grande maioria das pessoas desconhece o quão maléfico alimentos industrializados podem ser. Eu não sabia, não via mal algum em lasanhas congeladas. Não sabia quantos processos químicos são necessários para fazer um aroma artificial de abacaxi.

As pessoas hoje sabem muito pouco sobre coisas primordiais para nossa sobrevivência, mesmo tendo todo esse aparato para se comunicarem e trocarem informações.

É muito claro que comunicação e mídia são instrumentos de controle de massa, qualquer pessoa com o mínimo de esclarecimento concorda com esse fato. Hitler sabia disso e usava todo o recurso disponível para controle e manipulação.

O que as pessoas não sabem é que este excesso de tecnologia para nos comunicarmos está suprindo uma legião de VICIADOS. Isso mesmo, viciados em comunicação virtual.

Essas pessoas criaram um ego virtual de si. Um ego perfeito, espirituoso, bem humorado, bem resolvido, magro, bem vestido, cheio de amizades pelo Brasil e pelo mundo.

E para que esse ego floresça é necessário dispender muita energia vital. Para se sobressair nesse mar de pessoas é preciso se diferenciar e as pessoas usam as mais diversas artimanhas para isso.

E gastam uma energia imensa cuidando de blogs, gerando conteúdo. Tirando fotos, editando. Pensam de forma diferente, sempre tendo em mente a próxima história.

Os olhos estão sempre viciados, na bolsa sempre a máquina.

Não aproveitam o momento, não tem relações profundas, porque falta vontade e tempo. Aquela foto, aquele vídeo gerarão uma recompensa emocional muito maior. E eu nem preciso sair de casa, olhar no olho, colocar uma roupa legal.

Tudo muito passivo.

Mas assim como os drogados, likes e comentários não bastam. A quantidade precisa sempre aumentar, o ego é faminto e a pessoa totalmente desconectada de sua essência verdadeira cede aos desejos do ego e gera cada vez mais conteúdo, gasta cada vez mais energia.

E sabe que seu comportamento foge da normalidade, por isso não comenta com os mais próximos, apenas vai desaparecendo.

Uns três anos atrás vi meu marido ser resgatado por dois surfistas. Ele estava se afogando. Eles correram, passaram por mim e disseram pra eu ficar calma.

O que veio antes disso eles não sabem. Eu e ele entramos juntos no mar. Após a primeira onda trocamos um beijo e quando a segunda onda veio ele foi puxado e eu fiquei. O vi sendo arrastado para a morte.

E é assim que vejo muitas pessoas. São arrastadas pelo ego, puxada pelas pernas para estarem juntos de seus computadores e celulares absortas em relacionamentos virtuais. Chamam de amigas pessoas que nunca viram. Que nunca tiveram contato. Brigam, amam, arquitetam planos por anos com pessoas que jamais encostarão.

Antigamente as pessoas se relacionavam de maneira sadia. Cadeiras ficavam na porta de casa onde no final do dia os vizinhos conversavam. Filas de supermercado era uma opção de troca de palavras. Jantar era sagrado. As pessoas comiam, esperavam a sobremesa e ficavam papeando.

Hoje as pessoas comem a sobremesa em frente ao computador. Acordam e correm pro note. Vão para o banheiro agarradas com seus celulares.

Acompanham nascimentos, desenvolvimento de bebês da família tudo pelas redes sociais. Ninguém mais vê bebê ao vivo, é tudo pelo instagram.

Sair de casa é um martírio. Tempo que poderia ser usando arrumando fotos, gerando conteúdos gigantes, corrigindo textos enormes e aguardando as palmas, os comentários.

Isso é doença. E precisa de tratamento! Precisamos falar sobre isso!

Esse apelo desenfreado por parte das empresas de comunicação chega a ser imoral, tão imoral quanto um traficante, uma propaganda de cigarros ou mesmo a de álcool.

É vício. Pessoas precisam de tratamento, precisam de amor em suas vidas, precisam de CONEXÃO.

Aqui em casa televisão é ligada raramente e de forma pontual. Redes sociais tem tempo limite para ser usadas, eu por exemplo gero informação pro meu blog de manhã.

Escrevo super rápido, posto, compartilho. Respondo mensagens e volto só a noitinha, tudo bem rápido. Não uso whatsapp para bater papo. Para mim não rola, muito tempo perdido, no meio da madrugada o celular vibra, meu coração pula, pego o aparelho e o que vejo?

Ha Ha Ha.

Sorry, não rola.

Redes sociais para mim tem objetivos claros. Uso para disseminar informações de qualidade, compartilhar alguns momentos da minha vida com amigos, estreitar laços e trazer essas amizades para o mundo real, sempre. Grupos só atingem seu objetivo quando ele sai do virtual para o real.

Reflita, olhe seus amigos e veja quantos você conhece pessoalmente. Quantas pessoas que seguem e comentam no seu blog você já teve o prazer de conhecer? Quantas horas você perde por dia gerando conteúdo? Para que? Para quem?

A vida real é dura. As lágrimas são reais, os olhares atravessados nos cortam, mas é a vida que temos para ser vivida. E vivamos com paixão, vamos nos reconstruir, nos levantar. Vamos enfrentar os fiapos da manga. Vamos viver sem a neurose de fotografar tudo.

O belo é para ser sentido e não apenas visto. Momentos bons guardamos com os olhos do coração. Bem querer a gente transmite com um abraço sincero, com um olhar, com um colo e não com um punhado de palavras bem colocadas.

Muita gente, mas muita gente está deixando de viver a vida como ela deve ser vivida. Estão viciados, absortos e não adianta falar, porque o laço que já está tênue pode se romper porque o mega ego se protege sempre. Detesta ser “atacado” por isso é que certas portas se abrem apenas para dentro.

Isso não é uma deixa para fazer com que você viciado em internet se sinta culpado. Você apenas precisa de ajuda, de amigos reais e de amor.

Desligue a tv. Deixe o celular descarregado. Abaixe o note. Não ligue o computador.

Viva a vida.

Faustão e a verdade que está lá fora.

Ontem na sorveteria meu marido estava irritado com o Faustão. Queríamos apenas tomar nosso sorvete em paz, mas a televisão trazia a voz insuportável do apresentador.

Tudo muito chato, cansativo e sem conteúdo e ainda nos colocamos a refletir:

-Por que ele tem espaço na tv aberta todos esses anos se muita gente não o suporta?

Simplesmente por que o sistema tem um objetivo muito menos nobre do que trazer diversão para você. Ele quer te idiotizar, te manter num rebanho passivo que aceita, engole e aplaude tudo o que ele te entrega.

E qual o objetivo disso? Te escravizar.

Percebam, tudo a nossa disposição vendido como “facilidade” e “modernidade” visa tirar nossa autonomia. Comidas congeladas, sucos artificiais, carne que vão do freezer para o micro-ondas, filmes idiotas, humor grosseiro.

Tudo isso pra tornar nossa vida mais palatável.

Nos enchem de trabalho a semana toda. E enchem as esquinas de bares.

Quando criança me chocava ao ver bêbados caídos no chão. Meus sentimentos iam de pena a repugnância. Jogados no sol, pele brilhante e de cor estranha, eles cheiravam mal.

Hoje os bêbados andam de camisa de marca, rosto inchado, sentados nos bares da moda lavando o carro de vômito.

Parem para pensar. Por que tudo o que é bom precisa ser explicado?

Quando nos propomos a comer alimentos saudáveis, TUDO conspira contra. Somos as loucas bitoladas que não sabem viver na era industrial. Eu simplesmente não entendo, por que comer uma barra de cereais quando temos uma variedade de frutas a nossa disposição?

Assistir um filme de qualidade, o que acaba nos levando para o cinema alternativo gera rótulos também. Tão fácil ver os E.U.A    explodindo os inimigos e salvando o mundo, para que pensar?

Ninguém estimula nossa criatividade. Mas em entrevistas de emprego essa criatividade é cobrada, todos querem funcionários criativos que saibam lidar com um dia de trabalho extra no domingo. Querem que o funcionário use a criatividade para estender por 03 horas a mais seu horário de trabalho sem receber banco de horas ou extras.

Notaram a realidade?

Nossos filhos são extraídos do nosso útero antes da hora porque “somos mulheres modernas”. Não podemos perder o nosso tempo, o dos médicos e das instituições num trabalho de parto.

É deitar, colocar a máscara, cortar, tirar, pesar, lavar e: PRÓXIMA!

E ai para sedimentar essa ideia de vendem o parto natural como algo sujo, animalesco, grotesco e atrasado.

Precisamos que tudo seja feito rapidinho pra termos tempo para trabalhar. Para sair de casa, fazer o pão, ficar com as migalhas e puxar com força a carruagem que levamos nas costas travestida de progresso individual e liberdade.

Hipermercados vendem tudo de ruim. As comidas industrializadas estão repletas de química. Vivemos uma era de humanos hiper alimentados, consumindo alimentos calóricos, mas famintos. Esses alimentos não nutrem as células, não nos deixam dispostos, ativos.  Nos causam doenças.

E mesmo assim são vendidos. A publicidade nos dá solução para problemas que o sistema cria. Seu filho não come? Dê um complexo com rótulo colorido que tem todas as vitaminas e pronto.

Será que esse hiato na alimentação não se deve a pressa que vivemos? A falta de delicadeza, de empatia com a criança? Mal nasceu já tem que comer  na hora e com pressa.

Bebês vivem num tempo fora do nosso tempo, estão chegando agora. Mas quem se importa?

Dá um tablet pra ele, algo que o estimule e o idiotize para você ter tempo de trabalhar ainda mais para nós. Seu sangue, o queremos.

Nos entopem de comidas feitas para destruir nossa saúde, pisam em nossa criatividade, abafam nosso livre pensar, nos entopem de diversões eletrônicas ordinárias. Criam regras e rótulos para tudo. Por que isso?

Para manter a ordem, para não despertamos, para não questionarmos.

Informação de qualidade você só vai encontrar no facebook se filtrar o joio do trigo. Gostou de uma página? Curtiu? ANOTE.

Pode parecer bobagem, mas o facebook é uma vitrine virada para um grande muro. Você acha que está sendo visto, que irá ver e que estará por dentro de tudo mas não está.

Curtidas numa página nada significam. Não impulsionam nada. Pagando você tem visibilidade.

Textos longos não são visíveis e mais do que depressa criaram a regra do “textão”. Nem li. Compartilhem mensagens prontas, fotos da cerveja, do bar, frases de algum pensador que entregaremos em massa.

Entendam que as melhores informações não estão contidas em três linhas. O ouro é sistematicamente escondido, sabotado, então abram os olhos.

A busca por um parto natural nos leva a muitas reflexões, nos faz sair por meio do amor da matrix.

A verdade está lá fora.

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